Satiro Sodré/Divulgação
Satiro Sodré/Divulgação

Advogado da CBDA trabalha na defesa de João Gomes Junior

Marcelo Franklin coleta informações para defender nadador após positivo por doping ter vazado e espera definir caso até fevereiro

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2015 | 17h48

Marcelo Franklin, advogado da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e responsável pela defesa de João Gomes Junior, admite estar surpreso com o vazamento da informação de que o nadador teve resultado positivo em exame de doping realizado no Mundial de Natação em piscina curta, disputado em dezembro, em Doha (Catar). Agora, trabalha para fazer a defesa do capixaba de 28 anos, que ajudou o Brasil na conquista de três ouros na competição.

"Tenho falado com o atleta e estamos preparando a defesa, tentando entender o que poderia ter acontecido. O João tem uma carreira limpa, nunca teve problemas", afirma. Franklin diz que, por questões éticas, não pode dar detalhes do estágio do processo envolvendo o brasileiro. Segundo o advogado, o caso só sai do sigilo quando o atleta for colocado em suspensão provisória - para isso acontecer, deverá ter havido a abertura da contraprova e a apresentação da defesa. "A verdade é que essa informação não deveria ter vazado." 

O resultado positivo de João Gomes Junior foi divulgado na segunda-feira, pelo SporTV. Segundo o comentarista Alex Pussieldi, o brasileiro foi pego por uso de um diurético, substância proibida pelo código da Agência Mundial Antidoping por ser um agente mascarante, e que teria havido uma contaminação durante a manipulação do suplemento alimentar usado pelo nadador. Franklin não confirma a informação. "Ainda estamos levantando os fatos, não podemos concluir que houve contaminação, o atleta não tem defesa apresentada."

A comunicação oficial do resultado do exame realizado em Doha virá por meio da Federação Internacional de Natação (Fina), o que pode acontecer nos próximos dias. Assim que o atleta entrar em suspensão provisória, a entidade marcará a realização de um painel, ou seja, um julgamento, onde serão analisadas as justificativas de João Gomes Junior. Se houver discordância do resultado final, por parte do atleta ou da Fina, um recurso poderá ser levado à Corte Arbitral do Esporte (CAS). A expectativa de Franklin é que o caso seja definido até fevereiro.

João Gomes Junior é atleta do Pinheiros e disputou cinco provas no Mundial de Doha. Especialista no nado peito, não foi ao pódio nas disputas individuais (50 m e 100 m), mas participou das eliminatórias de três revezamentos - 4 x 50 m medley masculino, 4 x 100 m medley masculino e 4 x 50 m medley feminino - em que o Brasil ganhou ouro. Caso seja suspenso, o País perderá as medalhas e, consequentemente, o primeiro lugar geral da competição, feito inédito para a modalidade. 

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