Advogado do clube diz que confissão não ajuda

O Corinthians não espera que a confissão que o menor H.A.M. apresentará hoje à Justiça como responsável pelo disparo do sinalizador que matou Kevin Beltrán Espada, na última quarta-feira, influencie na decisão Conmebol. A entidade deve se pronunciar hoje sobre o recurso que o clube apresentou para anular a liminar que impede o Alvinegro de jogar com o apoio da sua torcida nos jogos da Libertadores durante 60 dias.

O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2013 | 02h05

"O Corinthians não espera prejuízo nem benefício com essa confissão. O queremos é a anulação da liminar porque o clube não pode ser punido antes de ser julgado. O Corinthians corre risco de ficar sem público e depois ficar provado que é inocente", disse o advogado Felipe Santoro.

Confiante de que o jogo de quarta-feira contra o Millonarios, da Colômbia, no Pacaembu, pela segunda rodada da Libertadores, será disputado com portões abertos à torcida, o clube não montou um plano de devolução do dinheiro para os torcedores que já compraram ingresso, segundo Santoro.

O diretor-adjunto de Futebol, Duílio Monteiro Alves, também confia na anulação da liminar. "O Corinthians não pode ser culpado por uma coisa que não é responsável", disse.

Ele ainda atacou a falta de fiscalização nos estádios que sediam jogos da Libertadores. "Em todas as partidas de quinta-feira, exatamente um dia depois do nosso jogo lá na Bolívia, vimos sinalizadores nas arquibandas", disse.

Torcedores do Corinthians que acompanharam o jogo em Oruro alegam que não foi pedido a eles nem o ingresso para entrar no estádio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.