Advogado que defendeu Maurren é eleito 1º presidente do Tribunal Antidoping

Brasil espera entrar em conformidade com o código mundial da Wada com a criação do tribunal

Estadão Conteúdo

14 de dezembro de 2016 | 18h00

O advogado Luciano Hostins foi eleito nesta quarta-feira como primeiro presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJDA), tribunal único que será o responsável por julgar todos os casos de doping no País. Ele ganhou fama quando defendeu a ex-saltadora Maurren Maggi, em 2003, após ela ser flagrada em exame antidoping pelo uso de clostebol.

Catarinense, Hostins já atuou nos Superiores Tribunais de Justiça Desportiva (STJD) de modalidades como triatlo, ciclismo, futebol de salão, judô, atletismo, basquete, natação e de futebol, onde foi procurador.

Ele e mais oito auditores foram empossados no TJDA nesta quarta-feira pelo ministro do Esporte, Leonardo Piccini. Com mandato de três anos, esses nove especialistas foram escolhidos pela Comissão Nacional de Atletas (CNA), confederações esportivas e pelo próprio Ministério.

Além dele, o tribunal terá a ex-ginasta Luísa Parente, o ex-jogador de basquete Marcel de Souza, Fernanda Bini, Guilherme da Silva, Gustavo Delbin, Humberto de Moura, Tatiana Nunes e Eduardo de Rose. Juntos, escolheram Hostins como presidente.

No entender do Ministério do Esporte, com a instauração do TJDA, a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) deve declarar o Brasil em conformidade com seu código mundial, levantando a suspensão anunciada no mês passado. Por enquanto, na falta desse tribunal, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) está descredenciada.

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