Agenda cheia pode tirar Dilma da cerimônia no Rio

Presidente diz que governo faz a sua parte e não tem nenhuma relação com entidades esportivas, como a CBF

João Domingos, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2011 | 00h00

O Estado apurou junto a assessores do Planalto que o dia 30, quando será realizado o sorteio das eliminatórias da Copa, está reservado na agenda da presidente Dilma Rousseff para uma visita ao Rio. A presença, no entanto, não está garantida.

A tendência é que ela não vá, e a razão é a "agenda puxada" que Dilma vai enfrentar e que antecede exatamente o evento da Copa no Rio: amanhã, vai estar em Arapiraca (AL) para uma programação com governadores, por conta do programa Brasil Sem Miséria. Na quarta-feira, vai à posse do novo presidente do Peru, Ollanta Humala. Sexta-feira, em Brasília, recebe a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, a primeira visita dela como chefe de Estado na gestão Dilma.

Anteontem, em Brasília, durante conversa com um grupo de jornalistas que fazem a cobertura da Presidência da República, Dilma não quis comentar as críticas feitas ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que tem respondido às acusações contra ele com palavras de baixo calão. Quando os jornalistas quiseram saber como Dilma avalia a relação do governo com a CBF, ela desviou do assunto. Em tom categórico, disse que "o governo federal não tem qualquer relação institucional com as entidades esportivas". E acrescentou: "O governo, em relação à Copa, cumpre com sua responsabilidade: damos prioridade absoluta às obras de aeroportos, por exemplo. Estamos olhando concessões e tudo o que o Brasil precisa fazer, como, por exemplo, como fica a aviação regional".

Dilma disse que controla "diariamente" o cronograma de obras nos aeroportos, principal obra de mobilidade urbana para a Copa. "Colocamos à disposição de cada (estádio em) cidade-sede da Copa R$ 400 milhões para financiamento. Esse dinheiro está disponível até o fim de dezembro de 2011. A obra que não começar (até dezembro) deixará de ser finalidade Copa, entrará no planejamento normal e passará a ser PAC", afirmou.

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