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Agnelo Queiroz defende candidatura do Rio

A uma semana da divulgação dos nomes das cidades aceitas para concorrerem à eleição da sede dos Jogos Olímpicos de 2012, o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, defendeu a candidatura carioca e disse que o Brasil não vai se envolver em ?bate-boca? com os outros países. O político se referiu à repercussão internacional provocada pelas declarações do prefeito do Rio, Cesar Maia, à Agência Estado, que elegeu Paris como principal oponente e citou o terrorismo como um empecilho às pretensões de Nova York e Londres. ?Não vamos entrar em polêmica com as outras candidaturas, porque o nosso objetivo é o de mostrar que temos condições de organizar os Jogos?, frisou o ministro, que em seguida ratificou as declarações do prefeito do Rio. ?Hoje há uma ameaça maior a esses países (Estados Unidos e Inglaterra) por causa de suas políticas internacionais.Somos de paz e não andamos invadindo países.? O ministro do Esporte destacou o fato de o Brasil possuir uma política internacional pacífica, o que o deixa ?fora? de ?qualquer tipo? ação terrorista. E, por isso, assim como o prefeito carioca, salientou que o problema de segurança pública do Brasil tem sua gravidade amenizada. Sobre a rivalidade com Paris, o ministro do Esporte disse que a cidade será uma forte oponente à candidatura do Rio. Mas, contestou um dos argumentos usados pela capital francesa para ser eleita a sede dos Jogos de 2012. ?Eles falam que há muito tempo não são a sede dos Jogos (foram em 1900 e 1924). Entretanto, o Brasil e a América do Sul nunca tiveram a oportunidade?, ressaltou o ministro. ?Mas, percebo no COI (Comitê Olímpico Internacional) a preocupação de que os Jogos sejam elementos de desenvolvimento humano. A visão não é só a de repetir os locais de competição, mas a de ajudar a impulsionar uma região, como a América da Sul.? Por fim, o ministro rechaçou a hipótese de o Rio ser excluído da eleição, por causa das declarações do prefeito ? o COI proíbe que integrantes de uma candidatura fale sobre a outra. Afirmou que em nenhum momento as constatações foram ofensivas e que o Brasil deseja somente mostrar que tem condições de organizar uma olimpíada. ?Nossa candidatura está baseada no real e não é somente de papel. O nosso projeto não é apenas teórico, porque organizaremos os Jogos Pan-Americanos de 2007. As outras só irão tocar seus projetos se permanecerem na disputa?, ressaltou o ministro. ?Temos que mostrar nossa capacidade em resolver nossos problemas, a união política de todos os poderes à candidatura, e a nossa qualidade em fazer os Jogos para todos os povos.? Na próxima terça-feira, o COI informará Lausanne, na Suíça, durante a Sport Accord, uma convenção sobre esportes realizada anualmente, o nome das cidades que foram aceitas como candidatas à disputa da sede dos Jogos de 2012. A entidade não estabeleceu um número de concorrentes à próxima fase e disputam esse direito com o Rio: Paris, Londres, Nova York, Madri, Moscou, Havana, Istambul e Leipzig. Procurado pela Agência Estado, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, se recusou a fazer qualquer tipo de comentário sobre a candidatura carioca.

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