Agora é a vez do espetáculo dos deficientes

Terceira edição da disputa vai utilizar a mesma estrutura do Pan

O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2031 | 00h00

O Parapan-Americano do Rio será a terceira edição da história dos Jogos e, pela primeira vez, ocorrerá na mesma cidade e em seguida ao Pan-Americano, a exemplo das edições olímpicas. De 12 a 19 de agosto, 1.300 atletas, de 26 países, disputarão medalhas em dez modalidades esportivas com o propósito principal de despertar a sociedade para os problemas enfrentados pelos deficientes.Atletismo, basquete em cadeira de rodas, natação, levantamento de peso, futebol de 5, futebol de 7, judô, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado integram o programa.As modalidades utilizarão as mesmas instalações do Pan- Americano. Mas, em razão de sua dimensão bem menor do que a do Pan-Americano, a abertura do Parapan não ocorrerá no Maracanã, mas na Arena Olímpica, dentro do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá.E as instalações utilizadas serão: Estádio João Havelange (atletismo), Arena Olímpica (basquete em cadeira de rodas), Centro de Hóquei sobre Grama, (futebol de 5 e 7), Parque Aquático Maria Lenk (natação), Clube Marapendi (tênis em cadeira de rodas), e o Centro de Convenções Riocentro (vôlei sentado, judô, levantamento de peso e tênis de mesa).''''Os Jogos Parapan-Americanos são um compromisso assumido pelo Rio e terão a mesma qualidade do Pan'''', prometeu o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos, Carlos Arthur Nuzman.A primeira edição do para-pan foi disputada na Cidade do México, em 1999, e a outra em Mar del Plata, na Argentina, em 2003. Mas a reunião inicial dos atletas ocorreu em Winnipeg, no Canadá, em 1967 e, em seguida, foram realizadas outras dez edições não-oficiais.No Brasil, a prática do esporte paraolímpico começou em 1958 e a primeira participação nos Jogos ocorreu em 1969, em Buenos Aires, na Argentina.CLASSIFICAÇÃONas competições para deficientes físicos, os atletas são divididos em seis categorias, de acordo com a deficiência: visual, mental, amputação, lesão medular, paralisia cerebral e les autres (deficiência de mobilidade não classificada nos outros grupos). Decidida a categoria, cada competidor passa por nova avaliação para evitar que seu grau de deficiência o possibilite levar vantagem sobre o outro. Na natação, por exemplo, há 13 categorias, da S1 a S13.

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