Agora os números jogam contra Emerson Leão

Um dos argumentos favoritos de Emerson Leão para rebater as críticas feitas à falta de padrão da equipe é o seu aproveitamento de pontos, sempre superior aos 70%. Mas basta olhar rapidamente para os últimos jogos para mostrar que nem mesmo os números estão a seu favor agora. Além das fracas apresentações no último mês, o técnico viu os resultados positivos diminuírem e seu índice despencar para 50%.

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2012 | 03h03

Foram seis jogos em junho, com três vitórias (todas em casa) e três derrotas longe do Morumbi. Levando em conta os últimos três meses, o declínio ainda fica mais evidente. Em março, foram oito vitórias e 100% dos pontos conquistados, no mês seguinte, quatro vitórias e duas derrotas (75% de aproveitamento), sendo uma delas para o Santos, que eliminou a equipe do Paulista na semifinal. Em maio a rota descendente aumentou, com 62,5% de pontos conquistados.

O ataque também secou. As redes foram balançadas apenas três vezes nos magros triunfos por 1 a 0 conquistados em seus domínios. Há mais de um mês a equipe não sabe o que é marcar mais de um gol. A última vez foi no empate por 2 a 2 com o Goiás, pela Copa do Brasil, no dia 23 de maio. Mesmo as vitórias não vieram sem boa dose de sofrimento e reclamações da torcida.

Mesmo com o momento instável, o técnico voltou a questionar quem pede sua demissão. "Meu trabalho não é responder para ninguém, é treinar a equipe em campo. Não sei se os números são razoáveis, mas acho que 90% do Brasil não fez o que fizemos até agora", argumentou.

O que pesa contra o treinador é que as derrotas têm acontecido justamente quando não poderiam, como ocorreu diante do Coritiba. Leão fracassou junto com o time nos três mata-matas que disputou (Copa Sul-Americana, Paulistão e Copa do Brasil), mas acha injustas as cobranças. Vale lembrar que o São Paulo não sabe o que é vencer um torneio eliminatório desde que levantou seu último título mundial, em 2005. "Pode ser 90% (de aproveitamento), mas (o torcedor) não vai estar satisfeito se você perder a semifinal, a final. É muito pouca derrota para muito barulho, mas o futebol é assim, orquestrado pelo barulho", minimizou.

Pressionado pela diretoria e agora pela torcida, Leão acerta ao menos em um ponto: a equipe precisa reagir rapidamente. Mas a missão promete ser difícil, já que o Tricolor encara o Cruzeiro, líder do campeonato, fora de casa.

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