Ainda com dores, Nadal busca forma no Ibirapuera

Espanhol não está totalmente recuperado da lesão no joelho, mas vai estrear no Brasil Open nas duplas, hoje à noite

AMANDA ROMANELLI, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2013 | 02h06

Rafael Nadal estreia hoje no saibro do Ginásio do Ibirapuera vindo de uma campanha incomum em sua brilhante trajetória: duas derrotas em duas finais no piso em que possui um porcentual de vitórias superior a 90%.

Mas o ATP de Viña del Mar, no Chile, que terminou no domingo, foi apenas a primeira etapa da campanha de retorno do espanhol ao tênis. A segunda será no Brasil Open, onde disputa, após as 20h30 desta terça-feira de carnaval, sua primeira partida de duplas com o argentino David Nalbandian - os rivais serão os espanhóis Pablo Andujar e Guillermo Garcia-Lopez.

Após chegar à final de simples em Viña del Mar, Nadal somou seus primeiros 150 pontos no circuito em 2013. Não foram suficientes para tirá-lo da 5.ª posição do ranking da ATP - ao contrário do argentino Horacio Zeballos, seu algoz, que também estará em São Paulo e pulou do 73.º para o 43.º lugar -, mas serviram para mostrar que, se não está totalmente recuperado, ao menos voltou a ter condições de estar dentro de quadra.

Nadal não esconde que a dor no joelho esquerdo, causada por uma lesão no tendão patelar que o tirou de ação por mais de sete meses, ainda incomoda. Tampouco ignora as dificuldades que enfrentou nas partidas que disputou no Chile - e, apesar delas, chegou para enfrentar Zeballos sem ter perdido nenhum set.

"Meu joelho continua doendo, mas tenho que passar pelas adversidades da melhor maneira possível e olhar para frente", disse o ex-número 1 do mundo ainda no Chile. "Uma semana atrás, não sabia como meu corpo iria responder. Ao menos sei que posso competir até um certo nível, embora falte velocidade de reação e potência nas pernas."

Ilustre desconhecido. O espanhol que desembarcou no Brasil na noite de ontem com seus fiéis escudeiros, seu tio e técnico Toni Nadal e o fisioterapeuta Rafa Maymó, é bem diferente daquele que pisou no País há oito anos.

Pela primeira vez em São Paulo, Nadal disputou o Brasil Open em 2005, quando o torneio ainda era realizado na Costa do Sauipe, Bahia. Tinha 18 anos, era o 48.º do ranking e havia vencido apenas um torneio de simples na carreira, em Sopot (Polônia), no mês de agosto do ano anterior.

Hoje campeão de 11 Grand Slams, o tenista de 26 anos estreia na chave de simples apenas na segunda rodada - e pode enfrentar um brasileiro. O primeiro rival de Nadal sairá do jogo entre João Souza, o Feijão, que veio do qualifying, e o espanhol Ruben Ramirez Hidalgo.

Feijão, 140.º do mundo, foi só elogios ao possível rival, mas não colocou Nadal como um ídolo. "Não sou fã dele, não posso colocá-lo lá em cima. Sou um adversário, e tenho que respeitá-lo como qualquer outro jogador." O brasileiro, contudo, destacou a humildade do espanhol. "É um cara que chega no vestiário e fala com todo mundo."

Os outros dois brasileiros que permanecem na chave principal, após a eliminação de Ricardo Mello, enfrentam-se já no segundo dia da competição. Número 1 do País e 35.º colocado no ranking da ATP, Thomaz Bellucci enfrentará o jovem gaúcho Guilherme Clezar, de 20 anos e 234.º do mundo, a partir das 19 horas.

Clezar veio do qualifying e disputa apenas seu segundo torneio da ATP. "Este é provavelmente o jogo mais importante da minha carreira."

Bellucci, que treinou por uma semana após o confronto entre Brasil x EUA na Copa Davis, elogiou o rival. "Ele deve estar com confiança, vai entrar muito forte, querendo muito a vitória. Preciso estar concentrado e espero jogar bem."

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