Ala Gabriel elogia Colômbia antes de semifinal no futsal

A seleção brasileira fará nesta sexta-feira, às 10h30 (horário de Brasília), em Bangcoc, na Tailândia, uma semifinal diante da surpreendente Colômbia na qual jogará para justificar o seu amplo favoritismo na busca por uma vaga na decisão do Mundial de Futsal.

AE, Agência Estado

15 de novembro de 2012 | 16h49

Apesar disso, os brasileiros entrarão em quadra sem esperar uma tarefa fácil diante dos colombianos, até porque nas quartas de final o time nacional sofreu para derrotar a Argentina por 3 a 2, de virada, em um jogo dramático. Por isso, o ala Gabriel alertou que o Brasil ficar atento ao rival, apesar de o mesmo ter acumulado duas derrotas na primeira fase da competição, sendo uma delas por 5 a 2 para a inexpressiva Guatemala.

"A Colômbia é um adversário que tem, individualmente, alguns jogadores de qualidade, com bom toque de bola. Vamos prestar atenção no estilo de jogo e explorar o máximo o erro deles", disse o jogador, garantindo que já esperava por um confronto duro diante dos argentinos, apesar do anunciado favoritismo brasileiro.

"A gente acreditou durante todo o jogo que era possível virar. E a verdade é que a gente esperava uma dificuldade muito alta. Eles tiveram a felicidade de marcar os gols. Mas acho que valeu. A gente sabia que ia sofrer, só não esperava tanto", completou Gabriel, se referindo ao fato de que o Brasil chegou a estar perdendo por 2 a 0.

COLÔMBIA SONHA - Entre os jogadores habilidosos da Colômbia aos quais Gabriel se refere está o ala Angellott Caro, que garantiu não ficar intimidado com o Brasil, embora admita que "agora o que vier é lucro" para o seu país no Mundial. "Aqui ninguém tem medo. Respeito, sim. Pois sabemos quem são e onde jogam, mas só isso. Se não acreditássemos em nós mesmos, não estaríamos aqui. É preciso sonhar!", ressaltou, em entrevista ao site oficial da Fifa.

Caro, porém, reconhece que a Colômbia teria de fazer uma partida muito inspirada para surpreender o Brasil, tendo em vista a disparidade técnica das duas seleções. "Eles nos venceram facilmente da última vez que nos enfrentamos (5 a 1), mas agora somos outra equipe. Talvez nos deixem jogar mais que os adversários anteriores - apesar de que, com a qualidade que têm, pagaremos com um gol qualquer distração nossa", disse.

Entretanto, o simples fato de estar na semifinal já é mais do que um motivo de comemoração para a Colômbia, pois nem o mais otimista dos torcedores ou jogadores do país apostariam que poderiam chegar tão longe. "Nós viemos à Tailândia para passar da primeira fase, nada mais. Se alguém tivesse me dito antes do Mundial que estaríamos entre os quatro melhores do mundo, eu teria respondido que essa pessoa estava completamente louca. Agora não temos nada a perder e tudo a ganhar", admitiu Caro.

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