Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Aldo Rebelo minimiza protestos no Brasil antes de torneio

Ministro do Esporte afirma que o mundo vai perceber que o Brasil dispõe dos instrumentos capazes de conter qualquer tipo de abuso

TIAGO ROGERO, Agência Estado

14 de junho de 2013 | 12h33

RIO - As manifestações contra o aumento das passagens de ônibus e metrô, na última quinta-feira, no Rio e em São Paulo, e a violência da Polícia Militar paulista contra manifestantes e jornalistas dominaram a entrevista coletiva de inauguração do Centro Aberto de Mídia, dos governos federal, estadual e municipal, na manhã desta sexta-feira, na capital carioca, um dia antes do jogo de abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão, neste sábado, em Brasília. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou que o mundo vai perceber que o Brasil dispõe dos instrumentos capazes de conter qualquer tipo de abuso, por parte de policiais ou manifestantes.

"As manifestações são previsíveis em uma sociedade democrática. Eu, pessoalmente, lutei bastante para que fossem possíveis e participei de muitas delas", disse o ministro, filiado ao PCdoB. Ele disse não estar preocupado com a imagem que o País está passando ao mundo após as cenas de violência da noite desta quinta. "O mundo perceberá que o Brasil não apenas dispõe na sua vida política e social do direito à manifestação, mas dos instrumentos capazes de conter qualquer tipo de abuso, seja por parte dos manifestantes ou por parte das repressões às manifestações".

Já o secretário estadual de Casa Civil, Régis Fichtner, que representou o governador Sérgio Cabral (PMDB), chamou os manifestantes de "pessoas que querem aparecer". "Infelizmente, esses grandes eventos internacionais que atraem atenção do mundo inteiro acabam sendo motivo impulsionador de pessoas que querem aparecer, querem prejudicar quem está com a responsabilidade de realizar os eventos", afirmou Fichtner.

"Para não haver as manifestações, teríamos duas hipóteses: a primeira era não ter liberdade, e graças a Deus esse tempo ficou para trás, a segunda era não fazer nenhum evento no Brasil de porte internacional", completou o secretário, lembrando que um "cinturão de segurança" será montado ao redor do Maracanã, e portanto "não será possível realizar nenhuma manifestação próximo ao estádio". "Estamos prontos para acompanhar e agir em caso de qualquer tipo de abuso", afirmou Fichtner.

O Centro de Aberto de Mídia ficará aberto no Forte de Copacabana - inclusive para jornalistas não credenciados pela Fifa à Copa das Confederações - até 2 de julho. Segundo o presidente da Rioeventos, Leonardo Maciel, o Centro de Mídia não era uma obrigação para a competição que começa neste sábado, mas é para os Jogos Olímpicos de 2016, então a prefeitura e o governo federal preferiram já começar a testá-lo.

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