Alemã campeã de tiro critica estande

Para Sandra Hornung, ouro na prova da pistola de 25 metros, existe um problema acústico: ''Os tiros ecoam alto''

Bruno Lousada / RIO,

21 de julho de 2011 | 01h05

Campeã de tiro na prova de pistola 25 metros dos Jogos Militares, a alemã Sandra Hornung elogiou a estrutura do Centro Nacional de Tiro Esportivo, em Deodoro, um dos locais de competição da Olimpíada de 2016, mas fez uma ressalva: o estande que abrigou a sua disputa tem problema acústico, o que, em sua opinião, atrapalha o desempenho do atleta.

"Os tiros ecoam alto", declarou Sandra, fazendo questão de ressaltar que o equipamento, embora tenha essa deficiência, é de nível internacional. A declaração da alemã causou mal-estar.

"Não existe problema algum aqui", rebateu a atleta brasileira Cibele Martins, que ficou na 17.ª posição.

O chefe da seleção brasileira militar de tiro esportivo, o coronel José Roberto Drawanz, admitiu a "falha acústica".

"O projeto foi feito para não acontecer isso, mas aconteceu. Os atiradores mais sensíveis realmente sentem o som mais elevado", afirmou.

Construído para os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, o Centro de Tiro vai passar por outros ajustes para os Jogos Olímpicos de 2016.

"Falta consertar o banheiro, além de fazer a troca de alvos e algumas pinturas", comentou o chefe da equipe brasileira. "Há de se fazer um tratamento acústico aqui."

A construção do complexo esportivo de Deodoro, que abriga o Centro de Tiro, custou R$ 119 milhões (verba pública).

A Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) informou que já havia detectado o problema acústico no estande de 25 metros e avisou que isso vai ser corrigido para a Olimpíada.

Ontem, o brasileiro Júlio Almeida quase ganhou medalha: ficou em quarto lugar na final de fogo central 25 metros dos Jogos Militares. O chinês Yongde Jin venceu a prova.

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