Alemães fazem festa para o novo tricampeão Sebastian Vettel

Com seu terceiro título mundial, Sebastian Vettel deu enorme passo para virar uma lenda em seu país, como Schumacher

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2012 | 02h09

A conquista do tricampeonato mundial no domingo, em Interlagos, rendeu a Sebastian Vettel elogios até da chanceler alemã, Angela Merkel. "Ele assegurou seu nome na história." E ela disse mais: "Foi uma maravilhosa demonstração de nervos de aço". O piloto alemão da Red Bull teve de não se deixar levar pelo fato de ter caído de quarto no grid para a 22.º colocação logo depois da largada para receber a bandeirada em sexto, o que lhe garantiu o título.

Apesar de ser o mais jovem piloto a vencer três vezes consecutivas o Mundial, Vettel, de 25 anos, ainda não exerce na população de seu país o mesmo fascínio de Michael Schumacher. O jornal sensacionalista Bild lembrou que Schumi não ofereceu a menor resistência à ultrapassagem de Vettel por saber da sua necessidade de avançar na corrida, a fim de não perder o Mundial para Fernando Alonso, da Ferrari. Foi na 63ª volta de um total de 71. Com a ultrapassagem facilitada, Vettel assumiu o sexto lugar, colocação em que terminou o GP do Brasil. Alonso, segundo, precisava que Vettel recebesse a bandeirada em oitavo.

A proeza de Vettel teve um tom épico: na segunda volta, ele ultrapassou Narain Karthikeyan, da HRT; na terceira, Pedro de la Rosa (HRT) e Charles Pic (Marussia); na quarta, Jean Eric Vergne (Toro Rosso) e Timo Glock (Marussia); na quinta, Kimi Raikkonen (Lotus) e Heikki Kovalainen (Caterham); na sexta, Vitaly Petrov (Caterham); na sétima, Nico Rosberg (Mercedes) e Daniel Ricciardo (Toro Rosso). Tudo isso com um carro danificado pelo choque com Bruno Senna, da Williams, na curva do Lago, na primeira volta de uma das corridas mais espetaculares dos últimos tempos.

"Como Fangio e Schumacher", foi a manchete do Süddeutsche Zeitung, de Munique. "Isso mostra em que companhia está Vettel depois da conquista." Os dois eram os únicos que haviam vencido o Mundial três vezes seguidas. A publicação destaca as circunstâncias distintas dos três títulos, sempre com a Red Bull. Em 2010, o erro de estratégia da Ferrari no GP de Abu Dabi, último do calendário, mostrou-se decisivo para Vettel ser campeão pela primeira vez.

Na temporada passada, a Red Bull produziu um carro muito superior à concorrência e já no GP do Japão, cinco etapas antes do fim do campeonato, Vettel tornou-se bicampeão. Neste ano, começou a disputa de forma tímida, por causa da falta de velocidade do carro, mas cresceu com a evolução do modelo RB8. Os jornais lembraram ainda que depois do GP da Alemanha Vettel era o terceiro no Mundial, 44 pontos atrás de Alonso, o líder.

Já no lado da Ferrari, o presidente da empresa, Luca di Montezemolo, explicou o que, na sua visão, faltou para Alonso ser campeão: "Um carro mais veloz nas classificações". Para chegar ao título em 2013, disse Montezemolo, "será preciso um carro veloz desde o início do campeonato, com a mesma confiabilidade deste ano". Alonso não teve um único problema em seu equipamento nas 20 etapas do Mundial.

Anúncios. Williams, Force India, Caterham, Marussia e Lotus devem anunciar nos próximos dias quem serão os seus pilotos em 2013. As cinco confirmaram até agora apenas um dos pilotos da dupla. Bruno Senna e Luiz Razia aguardam com ansiedade a decisão dessas equipes.

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