Alemanha sacode a Grécia

Seleção faz 4 a 2, garante vaga na semifinal e aguarda o vencedor do confronto de amanhã entre Inglaterra e Itália

GDANSK, POLÔNIA, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2012 | 03h03

A seleção da Alemanha mostrou todas as suas qualidades, eliminou a Grécia e se classificou para a semifinal da Eurocopa, ao marcar 4 a 2, ontem, em Gdansk, na Polônia. Com um futebol sempre em direção ao gol, veloz e volumoso, a equipe do técnico Joachim Loew aguarda o vencedor entre Inglaterra e Itália, amanhã, para saber o adversário que terá pela frente na busca por uma vaga na decisão da competição.

Apesar do resultado, o capitão Philipp Lahm não economizou críticas ao time. "Cometemos alguns erros bobos. Tivemos muitas chances e falhamos, mas mesmo assim conseguimos marcar quatro gols." O técnico português Fernando Santos, da Grécia, falou da pressão que seu time sofreu. "Em vários momentos não foi possível respirar."

Pela sétima vez em uma semifinal de Eurocopa, os alemães demonstraram força, mesmo com três de seus principais jogadores tendo sido poupados e ficado no banco de reservas: o artilheiro Mario Gomez, com três gols na Euro, o meia Thomas Mueller e o atacante Lukas Podolski.

Um exemplo do domínio germânico foi o fato de a bola ficar nos pés de seus jogadores em 71% do tempo. Foram 14 arremates a gol feitos pelos alemães, contra apenas cinco dos gregos.

Apesar de toda a vantagem técnica, a Alemanha só conseguiu marcar um gol aos 10 minutos do segundo tempo. O placar foi aberto aos 39 minutos, com um bonito chute de Lahm. Mas o aproveitamento alemão parou por aí. Os gregos não perdoaram e empataram com Samaras. "A equipe grega é curiosa. Teve uma chance e fez dois gols", disse, de bom humor, Loew na entrevista coletiva após o jogo.

O empate representou uma bofetada na Alemanha, que acordou e foi buscar o resultado positivo de imediato. Aos 16, Khedira fez um lindo gol, acertando um sem-pulo sensacional e dificílimo. Mais sete minutos e o matador Klose subiu uma enormidade para fazer, de cabeça, o terceiro gol. Aos 29, foi a vez de Reus acertar um chute no ângulo com rara felicidade e definir o vencedor do jogo.

Valentes, os gregos ainda marcaram mais uma vez, por intermédio de um pênalti convertido por Salpingidis, que analisou o resultado. "Quando sofremos o segundo gol, fomos para o ataque e isso nos custou a partida. Espero que o povo grego esteja feliz com o nosso espírito de luta."

A Grécia não foi a mesma de 2004, quando chegou ao título, mas a Alemanha segue como principal adversária da Espanha.

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