Alerta no Palmeiras contra degola

Estacionado na zona de rebaixamento e sem esboçar uma reação, time de Felipão sofre uma série de problemas mas conta com apoio dos dirigentes

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2012 | 03h05

Há exatos dois meses, o Palmeiras conquistava a Copa do Brasil. Nem o mais pessimista do torcedor poderia imaginar que 60 dias após a histórica conquista, o time estivesse a cinco pontos de distância para sair da zona de rebaixamento do Brasileirão. Todos os diagnósticos para o momento difícil do time no campeonato já foram feitos e as soluções ainda não foram encontradas. Ontem, após mais uma derrota (a 13.ª), foi a vez do gerente Cesar Sampaio fazer uma avaliação da situação do Palmeiras e das providências para o futuro.

"Eu tenho convencido muito as pessoas do nosso entorno (conselheiros e torcedores) de que ainda não caímos. Eu tenho certeza de que não caímos. São detalhes que nos colocam nessa situação. Número grande de lesões, dificuldade de reposição, relaxamento inconsciente após o título... Não sei, são detalhes que nos atrapalham, porque nós fazemos alguns jogos interessantes, mas não conseguimos vencer. O grupo está abalado porque estamos inconstantes e, quando erramos, é coisa fatal", disse Sampaio.

E o gerente tem razão. Vários são os motivos que ajudam a explicar a situação da equipe. O elenco é praticamente o mesmo da Copa do Brasil e o relacionamento entre os jogadores é bom, mas o grupo se abala fácil com os problemas extracampo.

A crise do momento é o vazamento de informações para a imprensa de assuntos que deveriam ser tratados internamente. Alguns jogadores estão inseguros e temem falar algo que possa ser divulgado e crie mais problemas para eles.

O futuro de Felipão também causa transtorno. O treinador, que tem contrato até o fim do ano, não quer ficar e já deixou isso claro, mas tem conversado com a diretoria sobre reforços para a Libertadores. "Não dá para iniciar o projeto só ano que vem", explica o treinador. Mas a diretoria não desiste e ainda sonha com a permanência de Felipão para a competição sul-americana.

Há ainda muita desconfiança sobre os últimos reforços. Garotos, como Tiago Real, precisam mostrar capacidade para estar no clube, mas carregam um enorme peso nas costas. Não muito diferente dos mais experientes, como Correa e Leandro, que tiveram de ouvir que não tinham mais condições físicas e técnicas de atuar na equipe.

"A pressão é grande e estamos trabalhando para evitar isso. Tem gente que já fala do Palmeiras como se tivesse sido rebaixado", reclamou Sampaio, que tem atuado como um para-raios.

Os problemas extracampo causam insegurança. A lesão de Marcos Assunção - que se recupera de uma artroscopia no joelho direito - fez o time perder seu líder. Valdivia ainda não inspira confiança. A defesa tem cometido erros bobos. No ataque, a situação é ainda pior. O time tem o segundo pior ataque do campeonato, com 21 gols, melhor apenas do que o do Sport, que tem 19.

Missão Barcos. O atacante pode jogar amanhã, contra o Vasco. O Palmeiras prepara uma ação especial para Barcos deixar Lima, no Peru, hoje à noite, onde vai defender a Argentina, e ir direto para o Rio enfrentar o Vasco.

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