Alex Silva/AE
Alex Silva/AE

Alexandra é arma do Brasil nas quartas de final do Mundial de handebol

Ponta-direita é principal aposta de gols no jogo contra a Espanha, às 20 horas, no Ibirapuera

Nathalia Garcia, estadão.com.br

14 de dezembro de 2011 | 09h23

SÃO PAULO - Com 35 gols em cinco partidas, a ponta-direita Alexandra é a principal referência do ataque brasileiro no Mundial feminino de handebol. Ela tem sido decisiva para a ótima campanha da seleção e é a principal aposta para o duelo das quartas de final contra a Espanha.

Os números da jogadora impressionam. Diante da Costa do Marfim, nesta segunda, Alexandra marcou 10 gols em 14 arremessos, totalizando um aproveitamento de 71%. A sua capacidade de variar os chutes e o seu domínio com a bola mostram a grande habilidade da ponta-direita.

Após ótimas exibições, a atleta não teme ser marcada individualmente pelas espanholas. "Acredito que eu não deva receber nenhuma marcação especial. O espaço onde eu fico é muito pequeno. Se ficar alguém ali, melhor. Porque abre espaço para outra jogadora do nosso time chegar sozinha", afirmou.

O técnico dinamarquês Morten Soubak também mostrou tranquilidade quanto à chance de um esquema defensivo especial e exaltou as qualidades de Alexandra.

"Alê é o que eu chamo de pura atleta. Ela está entre as melhores pontas-direita do mundo. Pode ser que se preparem para fechar mais o ângulo dela, mas, se fizerem isso, vão abrir espaço para as outras meninas", disse.

Aos 30 anos, a ponta destaca que seu lado goleadora é fruto da experiência e do trabalho que faz em conjunto com as goleiras da seleção brasileira, Chana e Babi.

"Eu sempre peço ajuda a elas. Pergunto algumas dicas sobre onde é melhor jogar a bola, no alto, embaixo. Se temos duas ótimas goleiras - uma experiente como a Chana - e outra mais nova - como a Babi -, acho que precisamos dessas dicas também. Isso ajuda muito", comentou.

Alexandra passou os jogos da fase classificatória do Mundial entre as três principais artilheiras, mas caiu para o oitavo lugar depois de ser poupada contra a Tunísia. Apesar disso, as líderes da lista estão quase todas fora de combate, inclusive a japonesa Shio Fugii, que encerrou sua participação com 46 gols nas oitavas de final. Entre as dez primeiras, apenas a norueguesa Linn Jorun Sulland (com 39 gols) e a angolana Marcelina Kiala (com 35) permanecem na disputa.

A próxima chance de Alexandra subir na listagem é no jogo contra a Espanha na quarta-feira, às 20 horas, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Se o Brasil vencer, conseguirá a classificação inédita para as semifinais do Mundial. A melhor campanha da equipe foi um sétimo lugar, conquistado em 2005.

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