Ben Stansall/AFP
Ben Stansall/AFP

Alison, o Mamute, encara sua primeira Olimpíada na areia

Ex-jogador de quadra, capixaba de 26 anos admite favoritismo na dupla com Emanuel, um veterano dos Jogos

Paulo Favero, Enviado especial / Londres, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2012 | 03h05

LONDRES - A imensa tatuagem na lateral da barriga feita em dezembro de 2010 entrega o apelido que ele carrega desde que trocou o vôlei de quadra pelo de praia. Alison, o Mamute, tem 2,03 m de altura e formará dupla nos Jogos de Londres com Emanuel, 39 anos, que está disputando sua quinta Olimpíada e já conquistou a medalha de ouro em Atenas (2004) e o bronze em Pequim (2008).

Os dois são parceiros há três anos e Alison vai disputar sua primeira edição do evento ao lado do veterano. "Quando entrei na Vila Olímpica, passou um filme na minha cabeça de tudo que aconteceu na minha vida. Percebi que tudo valeu a pena", diz.

Alison, nascido em Vitória (ES), está com 26 anos e ansioso para entrar em ação. Ele explica que, quando foi para o vôlei de praia, teve um pouco de dificuldade para se adaptar na areia.

"Estava na época do filme A Era do Gelo, eu tinha 17 anos e o pessoal logo disse que eu parecia um mamute porque a bola caía e eu não pulava, ela ia para um lado e eu para outro. Era duro demais. O apelido pegou e eu gosto dele", diz. "Hoje meus familiares e amigos me chamam de Mamute, e a torcida também começou a chamar assim."

Ele sempre foi fã de Emanuel e começou a ficar ainda mais interessado pela modalidade justamente quando o parceiro conquistou a medalha de ouro em Atenas. A admiração existe até hoje e Alison tenta pegar do companheiro algumas características para ser um grande jogador.

"Cada um tem um jeito, mas a característica dele que mais me chama a atenção é a frieza, que estou pegando de pouquinho em pouquinho. Eu sou muito mais emocional e emotivo. Costumava sempre chamar a torcida, pedir apoio, agora tem vezes que eu fico muito tranquilo."

A dificuldade para jogar na areia ficou para trás e agora Alison e Emanuel chegam à Londres entre os favoritos. Eles aceitam a responsabilidade, mas tentam ver isso de uma boa maneira.

"Pressão sempre vai ter, mas tiramos isso como motivação", avisa.

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