Alívio imediato

Corinthians derrota o líder Palmeiras (1 a 0) no Pacaembu e diminui a pressão após queda[br]na pré-Libertadores

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2011 | 00h00

Luiz Felipe Scolari havia alertado pouco antes de a partida de ontem começar: "Clássico é o pior jogo. Não tem zebra." O treinador queria dizer que o empolgado Palmeiras não entrava como favorito contra o desgastado Corinthians, no Pacaembu. E, por mais que seu time tenha atuado melhor, o rival alvinegro venceu por 1 a 0 e abafou a crise que havia se instalado no Parque São Jorge. Tite, aliás, se mantém no cargo com o resultado.

A vitória foi construída graças a dois dos poucos jogadores que se safaram das críticas após a vergonhosa eliminação na Taça Libertadores, quarta-feira, contra o Tolima, na Colômbia. O goleiro Júlio César foi um paredão. Defendeu chute por cima, por baixo e nos minutos finais ainda evitou o empate palmeirense. O outro destaque foi Alessandro, que aos 37 minutos da etapa final apareceu na frente de Marcos para anotar o gol vitorioso.

Desiludido com a fase do time, o torcedor corintiano não lotou seu espaço reservado no Pacaembu. E ainda teve de ver a torcida rival debochar da queda na pré-Libertadores. Nas arquibancadas, os palmeirenses montaram um mosaico com a taça da competição continental e uma irônica risada: "Hahaha".

Enquanto o Corinthians precisava dos 3 pontos para fugir dos seus problemas, o Palmeiras entrou em campo para aumentar a folga na liderança. A derrota quebrou sua invencibilidade de seis jogos, mas não o tirou da ponta: agora tem apenas um ponto à frente do Santos, 2.º colocado.

Felipão manteve o esquema com três atacantes e Tite voltou com o 4-4-2. E, durante todo o jogo, parecia que o técnico alviverde era quem levaria vantagem. Mandante da partida, o Palmeiras teve o apoio da torcida e foi superior por quase 90 minutos. O Corinthians criou apenas duas boas jogadas e numa delas o gol saiu. Na primeira, Jucilei recebeu livre e chutou em cima do gol de Marcos. A outra foi o certeiro arremate de Alessandro.

O Palmeiras tentou de todos os jeitos e Júlio César defendeu de todas as maneiras. Tinga, Kleber, Rivaldo... Todos buscaram o gol e pararam no goleiro rival. Maurício Ramos, numa das melhores chances, primeiro viu Júlio salvar para, depois, sozinho, chutar para fora.

O que se viu após o intervalo pouco mudou. Mas, para um time que vinha pressionado pela torcida e abalado com a morte do meia William Morais (ver na pág. C3 de Metrópole), o empate estava de bom tamanho - apesar das poucas vezes que foi para o ataque, o Corinthians teve uma melhor organização tática comparada com as últimas partidas.

Quando o zero parecia que não iria sair do placar, Alessandro tabelou com Morais e fez o gol. No último lance, Kleber cabeceou e Júlio César brilhou novamente. No rebote, Patrik acertou a trave e o corintiano, enfim, pôde comemorar algo em 2011.

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