Alonso sai satisfeito por brigar até o fim com Vettel

Piloto espanhol diz que foi um milagre chegar à última corrida do ano em condições de disputar o título com o alemão

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h03

O vice-campeonato no Mundial de Pilotos provocou diferentes reações para o espanhol Fernando Alonso. Se logo após a corrida, seu rosto estampava frustração por perder o título por apenas três pontos para Sebastian Vettel, nas entrevistas havia um racional discurso de orgulho - pessoal e pelo time - por ter se mantido até o fim na luta, apesar dos problemas no início do ano.

"Não tínhamos o carro mais rápido, então foi um milagre estar na disputa (pelo título até o final)." Para o espanhol, isso só aconteceu porque ele e a Ferrari seguiram etapa após etapa sem cometer erros, inclusive no GP do Brasil, em Interlagos,

O título não veio. "Mas sinto-me satisfeito", declarou Alonso. Segundo o espanhol, se conseguiu continuar competitivo até a última corrida, foi porque pôde confiar no trabalho de todos. De seu companheiro Felipe Massa, ressaltou o trabalho feito nos testes, nos treinos de classificação e no simulador.

Em seu momento mais amargo, ponderou que o título não escapou por um desempenho como o do Brasil.

"Ele (o título) se perdeu quando Grosjean passou em cima da minha cabeça, se perdeu no Japão quando Vettel sofreu advertência depois do treino de classificação por uma coisa que ele tinha feito em outras corridas e que poderia ter rendido os três pontos (que o fizeram campeão)."

Alonso, que no pódio foi consolado pelo tricampeão Nelson Piquet, contou que a equipe o avisou dos problemas de Sebastian Vettel no início da corrida."Era mais um motivo para ficar calmo e me manter na pista."

O espanhol explicou que tinha consciência de que, apesar da situação adversa, o rival poderia se recuperar (o que acabou acontecendo), ao mesmo tempo que o clima intermitente em Interlagos, que molhava e secava a pista, fazia ser um desafio não cometer erros a cada volta.

Alerta. Fernando Alonso espera que a Ferrari não passe em 2013 os apuros deste ano, quando ficou atrás não só de rivais como a Red Bull e a McLaren, mas de equipes teoricamente do segundo pelotão, como a Williams e a Force India.

"É o que precisaremos melhorar para o ano que vem."

O espanhol tem fé de que 2013 será um grande ano para sua escuderia. "Voltaremos igual, porque será mais difícil voltar mais forte em 2013." / VALÉRIA ZUKERAN

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