Alpinista brasileiro morre após atingir topo do Everest

O experiente alpinista brasileiro Vitor Negrete, de 38 anos, morreu, no início da madrugada desta sexta-feira (horário de Brasília), na trilha final da escalada ao Monte Everest, a montanha mais alta do mundo - a 8.844 metros de altitude -, no Nepal (região central da Ásia). De acordo com as informações que chegam do Himalaia, Negrete conseguiu atingir o cume do Everest sem o auxílio do cilindro de oxigênio, mas morreu na volta ao acampamento 3 da face norte da montanha, que fica a 8.300 metros de altitude. As causas da morte ainda não foram divulgadas, mas estima-se que o brasileiro teve problemas físicos por causa do grande esforço para atingir o cume da montanha sem a ajuda do tubo de oxigênio. Antes de iniciar o ataque final, Negrete havia avisado que seu telefone satelital estava quase sem bateria. Na volta, pediu ajuda para Dawa Sherpa, que o acompanhou até o acampamento 3, com o que restava da bateria de seu telefone. O brasileiro chegou com vida ao acampamento, mas morreu em seguida. Essa era a segunda vez que Vitor Negrete atingiu o cume da montanha mais alta do mundo. Em junho do ano passado, o brasileiro conseguiu o feito com a ajuda de oxigênio extra. Desta vez, foi sozinho, já que seu companheiro Rodrigo Raineri teve um problema físico e resolveu esperar mais um pouco para realizar o seu ataque ao cume. A morte de Negrete é a oitava neste ano entre os aventureiros que tentam vencer o Everest. Ele deixa esposa e dois filhos pequenos em Campinas (interior de São Paulo). Do outro lado da montanha, na face sul, a alpinista Ana Elisa Boscarioli, médica de 40 anos, conseguiu atingir o cume e se tornou a primeira brasileira a realizar o feito. Junto com a agência de montanhismo neozelandesa Adventure Consultants, Ana Elisa escalou o Everest com o auxílio de oxigênio suplementar.

Agencia Estado,

19 Maio 2006 | 10h42

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