REUTERS/Simrik Air/Handout
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Alpinista canadense morre ao tentar escalar o Monte Manaslu, oitavo pico mais alto do mundo

Brent Seal, de 37 anos, teria sofrido um ataque cardíaco na quarta-feira após cruzar o acampamento 4, na reta final do percurso

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2021 | 08h49

Brent Seal, um alpinista canadense de 37 anos, morreu ao tentar escalar o Monte Manaslu, no Nepal, o oitavo pico mais alto do mundo. A notícia foi divulgada pelos organizadores da expedição de alpinismo nesta quinta-feira. Esta é a primeira morte desde a chegada do outono na região. 

Cerca de 200 alpinistas estão tentando chegar ao topo da montanha nepalesa, que tem 8.163 metros de altura. Segundo a expedição, Seal morreu na quarta-feira, vítima de um ataque cardíaco, após cruzar o acampamento 4, na reta final da subida, a 7.450 metros. "Seu corpo foi transportado de avião para Katmandu. Acredita-se que tenha sofrido um ataque cardíaco", disse à AFP Bodha Raj Bhandari, da agência Snowy Horizon Treks and Expedition. 

O Nepal emitiu 253 autorizações para sete picos — quase um terço de todas as emitidas na primavera —, mas nenhuma para o Everest, o pico mais alto do mundo - 8.848,86 metros acima do nível do mar. As expedições de outono ao Himalaia são menos lotadas porque os dias são mais curtos e frios do que na primavera, quando as incursões acontecem com mais intensidade.

Mais de 700 montanhistas estrangeiros mergulharam nas montanhas do Nepal na primavera, incluindo um recorde de 408 para o Everest, depois que a temporada foi cancelada em 2020 devido à pandemia do novo coronavírus. No entanto, a temporada foi interrompida por uma nova onda de infecções por covid-19 que afetou os acampamentos-base do Himalaia.

O Nepal abriga oito dos 14 picos mais altos do mundo e os montanhistas estrangeiros são uma importante fonte de renda para o país. 

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