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Robson Fernandjes/AE - 5/8/2010
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Ameaça de jogos com portões fechados

Ponte, Bragantino, Santo André e Americana têm até esta quarta para liberar seus estádios. Competição começa no sábado

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2011 | 00h00

O Campeonato Paulista começa sábado, mas quatro equipes ainda correm risco de ter de realizar seus primeiros jogos como mandantes com portões fechados. Ponte Preta, Bragantino, Santo André e Americana continuavam com seus estádios interditados pelo Ministério Público nesta terça-feira à noite, por não oferecerem segurança e condições de higiene adequadas aos torcedores. A Federação Paulista de Futebol deu prazo até esta quarta para que consigam a aprovação. Do contrário, são grandes as chances de que joguem sem presença de público. O Noroeste vai abrir o Alfredo de Castilho porque obteve liminar na Justiça.

"Ainda não está decidido, mas (jogar sem público) é uma forte possibilidade"", disse o coronel Marcos Marinho de Moura. Ele é presidente do departamento de arbitragem da FPF, mas também está responsável pelo controle das condições dos estádios. "A decisão sai amanhã (nesta quarta).""

A situação mais complicada no momento é a do Americana, que atua em casa na rodada de estreia. Recebe o Bragantino, mas o Décio Vitta não está apto. Hoje, às 10 horas, será feita vistoria, mas, mesmo em caso de aprovação, há o risco de não ter tempo hábil para a liberação - o laudo tem de ser enviado à FPF e da entidade ao promotor do MP Roberto Senise, responsável final pelo aval aos estádios. Nesse caso, o clube já tem um plano B: vai jogar em Rio Claro.

Mandar a partida em outra praça é a alternativa para não ser obrigado a fechar os portões. "Isso pode ser feito, desde que o estádio esteja apto, claro", disse o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero.

Ponte Preta, Bragantino e Santo André entram em campo como visitantes inaugural e, por isso, na teoria, ganhariam em tese um pouco mais de tempo para conseguirem o aval para seus estádios - já enviaram os laudos retificadores das vistorias iniciais à FPF e ao MP.

Os três, porém, são mandantes na segunda rodada e, caso não obtenham o sim do MP hoje, também deverão ter de fechar os portões na quarta-feira, dia 19. "Para mudar o local do jogo, é preciso antecedência de oito dias", explicou Del Nero.

O dirigente decidiu endurecer para liberar os estádios depois que Senise, em setembro passado, chegou a pedir sua destituição, sob a alegação de negligência em relação à segurança dos torcedores. A FPF, então, assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), se comprometendo a zelar por estádios seguros.

A maioria dos estádios indicados pelos 20 clubes da Série A1 foi liberada com restrições. O Morumbi, por exemplo, tem o setor das cadeiras superiores laranja e amarela interditados: na visão do MP os assentos de madeira podem ser usados como arma em caso de brigas.

O Novelli Júnior, em Itu, passa por reforma e só deve ser utilizado pelo Ituano em fevereiro.

SITUAÇÃO DOS ESTÁDIOS

Moisés Lucarelli

(Ponte Preta). Interditado

Nabi Abi Chedid

(Bragantino). Interditado

Bruno José Daniel

(Santo André). Interditado

Eduardo José Farah

(Grêmio Prudente). Liberado parcialmente. As áreas das arquibancadas que não têm corrimão devem ser fechadas

Morumbi

(São Paulo). Liberado parcialmente. Os setores das cadeiras superiores laranja e amarelo estão fechados. Os assentos são de madeira e poderiam ser usados como arma no entender do MP

Municipal de Amaros

(Oeste). Liberado com restrições. Parte da arquibancada, de madeira, está interditada ao público

Vila Belmiro

(Santos). Liberado

Décio Vitta

(Americana). Interditado

Pacaembu

Liberado

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