América e Paraná vivem a dor da queda

Clube do Rio fará uma 'limpeza' após novo descenso, enquanto paranaense espera se livrar na Justiça

BRUNO LOUSADA e EVANDRO FADEL, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2011 | 00h00

O ano de 2011 tem sido duro para o Paraná e o América, do Rio. O clube paranaense vive seu pior momento em 21 anos de existência. No fim de semana, caiu para a 2.ª Divisão do Paranaense. Revoltada, a torcida pede a saída do presidente Aquilino Romani. Na Rua Campos Sales, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, o clima de inconformismo é semelhante.

Rebaixado novamente para a Série B do Carioca, o América quer começar do zero. A intenção do presidente interino Vinicius Cordeiro é promover uma faxina no clube, conservando apenas a rica história de um time que desaprendeu a ser vitorioso. No cargo há um mês, pois o atual mandatário Ulisses Salgado está licenciado e corre risco de sofrer impeachment - por causa de acusação de gestão temerária e rejeição das contas de 2010 -, Cordeiro pretende impor um choque de gestão, a fim de reerguer um time tão tradicional.

Em Curitiba, o Paraná deposita no "tapetão" a esperança de se manter na elite do futebol estadual. Em ação que tramita no Tribunal de Justiça Desportiva, o Rio Branco é acusado de ter escalado irregularmente um jogador, utilizando-se do número de registro de outro atleta, que tem o nome quase igual. O time de Paranaguá já foi multado pela ocorrência, mas houve recurso da Procuradoria e o caso deve ser novamente apreciado. Se perder pontos, o Rio Branco vai livrar o Paraná da queda e acabará rebaixado com o Cascavel. Mas esse assunto pode se estender por meses.

Números

7 títulos estaduais têm os dois clubes recém-rebaixados

1904 foi o ano de fundação do América. Já o Paraná nasceu em 1989, união do Colorado com o Pinheiros

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