Ivan Sekretarev/AP
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Americanos ‘esquecem’ doping de Tyson Gay: ‘Nada vai nos afetar’, diz técnico

Atleta detinha a melhor marca do ano na prova dos 100m

AMANDA ROMANELLI - Enviada Especial,

07 de agosto de 2013 | 14h52

MOSCOU - O doping do velocista Tyson Gay, que era melhor atleta do ano nos 100 metros com a marca de 9s75, abalou o atletismo. Mas a seleção norte-americana que disputará o Mundial de Moscou a partir de sábado "esqueceu" o fato que tirou uma de suas apostas de medalha da competição."Nada vai nos afetar", garante Mike Holloway, técnico-chefe da equipe masculina.

Os questionamentos sobre o positivo de Tyson Gay causaram certo desconforto aos atletas norte-americanos que falaram com a imprensa, em uma coletiva realizada no Estádio Luzhniki. Ashton Eaton, recordista mundial e campeão olímpico do decatlo, disse que o assunto é recorrente.

"Doping não é um assunto novo, todo ano acontece, outras pessoas já se doparam no passado." Ele foi o único a comentar o tema, enquanto os outros três competidores presentes - os velocistas Aries Merritt e Allyson Felix, além da saltadora Brittney Reese - optaram por não fazer comentários.

Holloway afirma que os Estados Unidos vêm de uma excelente campanha na Olimpíada de Londres, em 2012, quando lideraram o quadro de medalhas com nove ouros e 29 pódios. A tentativa, segundo ele, é a de manter o ritmo de conquistas em Moscou, embora não diga qual a previsão de medalhas para o Mundial. "Estamos com o foco na competição, em representar bem os EUA, totalmente confiantes. Queremos aproveitar o bom momento vindo de Londres, então nada vai nos afetar."

A equipe dos Estados Unidos passou por um período de aclimatação em Linz, na Áustria, antes da chegada a Moscou, na segunda-feira. O Mundial de Atletismo começa no sábado, com duas disputas de medalha: maratona feminina, às 7 horas (de Brasília) e os 10 mil metros masculino, às 11h55.

*A repórter viaja a convite da IAAF

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