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Amigos defendem Daiane em doping; COB não dá apoio

Carlos Arthur Nuzman evita comentar o caso e apenas destaca as fortes ações da Wada no controle antidoping

Bruno Lousada, O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2009 | 19h51

Daiane dos Santos corre o risco de ser suspensa por até dois anos por causa do uso do diurético furosemida, proibido pela Agência Mundial Antidoping (Wada). Mas, a julgar pela força e o otimismo de seus amigos e familiares, voltará a competir e a brilhar logo. Muita gente sai em defesa da ginasta, que, no entanto, não recebe o apoio do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman.

 

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Em entrevista coletiva, neste sábado, no Rio de Janeiro, o dirigente preferiu ressaltar que os casos de doping no Brasil e no mundo afora vêm aumentando "pelas fortes ações da Wada e do controle de doping fora das competições".

"O doping está no mundo inteiro e não existem novos casos somente no Brasil. A nossa posição é de tolerância zero contra essa prática", disse o dirigente, após participar de reunião com sete integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI), no Hotel Copacabana Palace, sobre a realização dos Jogos de 2016.

Diego Hypolito, ao contrário, acredita na inocência da colega e na retomada de sua carreira. "Esse episódio não vai estragar a carreira da Daiane, ela é a ginástica aqui no Brasil, a ginástica precisa dela", afirmou, em entrevista ao canal SporTV. "É um diurético apenas e, como ela não está competindo, não foi para se beneficiar, não faz sentido, foi ingenuidade", prosseguiu o ginasta. "Uma atleta do nível dela pode dar a volta por cima".

A mãe da gaúcha, Magda, e seus familiares dizem que ela está tranquila, confiante em ser inocentada nesse caso. Daiane deverá se pronunciar no início da semana e repetir o que seus advogados já disseram. De acordo com eles, a ginasta só usou a substância por estar sem competir.

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