Amsterdã dá o exemplo e lucra com arena multiuso

Inaugurada em 14 de agosto de 1996, a Amsterdam Arena é exemplo de equipamento bem administrado. Sua proposta é simples: ser um espaço que pode ser utilizado para eventos variados, de jogos de futebol a shows, passando por apresentações de dança, atividades de empresas e até raves.

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2011 | 00h00

Por conta dessa diversidade, a arena recebe, em média, três eventos por semana - número ideal para o empreendimento se tornar lucrativo. Colabora para isso, a flexibilidade do projeto, que permite mudança rápida de cenário.

Em 1999, por exemplo, ocorreu um show do U2 em 22 de julho. Nos dois dias seguintes, palco e piso colocados por cima do campo foram retirados e o gramado, trocado (cultivada numa fazenda a 200 km da cidade, a grama vem em blocos). No dia 25, Ajax e Benfica fizeram partida amistosa.

A Amsterdam Arena tem teto retrátil que se fecha em apenas 18 minutos, o que garante o conforto do público, e capacidade para 51.628 pessoas em jogos de futebol. Mas já recebeu mais de 70 mil, num show da cantora Celine Dion.

A infraestrutura conta com bares, restaurante, lojas, museu e estacionamento para 12.500 carros. Em suas cercanias há shopping center e hotel. O acesso por trem e metrô é rápido, eficiente.

O empreendimento custou 127 milhões (R$ 291 milhões) e sua base financeira é formada pelo Ajax, pela própria cidade holandesa e por investidores privados. Há uma empresa gestora, encarregada de tarefas que passam por segurança, manutenção e até a venda de eventos. Clube, prefeitura e investidores têm um objetivo em comum: o lucro.

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