Análise: Bom senso e caldo de galinha não fazem mal a ninguém

Seria bom que a CBF adequasse o calendário do futebol brasileiro às datas Fifa, em vez de ficar fazendo remanejamentos da tabela na tentativa de apagar incêndios. Seria muito bom que a Fifa reduzisse o número de "datas suas'', como reivindicam os clubes europeus. Mas seria melhor ainda que o técnico da seleção, Mano Menezes, tivesse um pouco mais de bom senso em suas convocações. Tirar um jogador, ou melhor ou um dos melhores, das equipes que brigam pelo título nacional e por vagas na Libertadores - curiosamente, esqueceu-se de desfalcar o Corinthians -, no momento em que a disputa entra na reta final, é um despropósito, para dizer o mínimo.

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2011 | 03h06

Mano é bom de retórica. Dá explicações claras, lógicas na aparência. Vive a pregar coerência, mas escorrega na prática. É fato que Sandro é seu preferido. Mas se Ralf serviu para segurar o rojão contra a Alemanha e a Argentina, por que não dar a ele chance de mostrar do que é capaz contra Costa Rica e México? Ralf ficou de fora por estar em má fase? Então o que o goleiraço Julio Cesar está fazendo na lista? Claro que um jogador não se compara ao outro, o argumento é que é infeliz.

Mano diz que a seleção está acima de tudo. Um dia, isso foi verdade. Hoje talvez não seja. Principalmente quando se tem um campeonato pegando fogo. Ele exalta seu desprendimento de convocar apenas um jogador por time. Não parece que tenha sido bonzinho. A impressão é que quis evitar críticas ainda mais pesadas. E a análise de suas últimas listas dá a entender que, ao contrário do que apregoa, ele ainda não encontrou o rumo.

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