ANÁLISE: Ezequiel F. Moores Sem Maradona, seleção sofre como o Brasil pós-Pelé

Assim como para o Brasil foi muito difícil a era pós-Pelé, para a Argentina tem ocorrido o mesmo depois que o Maradona parou de jogar. O doping na Copa de 1994 abalou um time que vinha bem e ainda tirou para sempre da seleção o seu principal jogador.

É COLUNISTA DO JORNAL LA NACIÓN, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2013 | 02h07

Quando o Maradona despontou como grande craque da sua geração, na década de 80, a Argentina começou a ter melhores jogadores da metade do campo para a frente e iniciou uma fase na qual faltavam zagueiros e goleiros extraordinários, como sempre foi a característica do país. Antigamente, as seleções argentinas tinham a defesa bem armada. Isso não existe mais.

Hoje temos uma seleção desequilibrada, na qual os atacantes jogam nas principais equipes da Europa e os zagueiros, não.

Há outro dado a ser destacado. A Argentina sempre respeitou a continuidade dos treinadores, mas com a escassez de títulos os profissionais passaram a ficar pouco tempo no cargo. Depois de 2006, começou a era de trocas mais confusas e precipitadas da história da seleção. Os outros países cresceram e deixaram a Argentina para trás.

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