análise; Livio Oricchio Um espetáculo à altura do campeonato

Parece coisa pensada: uma temporada como a deste ano, com oito vencedores distintos nas 20 etapas, e corridas inesquecíveis, só poderia terminar mesmo com um espetáculo grandioso, à altura de tudo o que foi apresentado no campeonato. As fortes emoções do eletrizante GP do Brasil, ontem em Interlagos, retrataram com precisão o muito oferecido este ano pela Fórmula 1.

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h01

Os dois melhores pilotos do Mundial estavam na final. Na realidade, se o aguerrido e capaz Lewis Hamilton, da McLaren, estivesse entre os candidatos ao título, na última etapa, seria mais representativo. Venceu Vettel. O evento está mais que bem representado. Mas se fosse Alonso, também seria o caso. Na verdade, considerando-se a média mais alta do carro da Red Bull no ano, se o espanhol fosse o campeão, talvez revelasse com ainda maior exatidão o que se assistiu nas pistas.

Parte dessa carga de emoção vivida desde Melbourne, na Austrália, em março, se deve à preservação do regulamento, sem mudanças drásticas, à disposição da Pirelli de fornecer pneus concebidos para o show e até certos artificialismos, provavelmente necessários, como o flap móvel (DRS), para facilitar as ultrapassagens. 2012 lança desde já enorme interesse pela próxima temporada. Além do trio formado por Hamilton, Vettel e Alonso, outros pilotos prometem deixar o campeonato muito equilibrado. São os casos de Felipe Massa, Ferrari, e Jenson Button, McLaren.

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