análise: Luiz Antônio Prósperi Currículo é o que não falta à nova dupla de comandantes

Felipão e Parreira voltam à seleção brasileira com a imagem que deixaram no passado. Nenhum dos dois vive um momento extraordinário na carreira. Felipão saiu desgastado do Palmeiras com a longa agonia do time até se consumar o rebaixamento à Série B. E Parreira já não estava mais interessado em ir a campo para cuidar de jogadores e táticas de jogo.

O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 02h08

A favor dos dois, o currículo extenso de serviços prestados ao futebol brasileiro. Estamos falando de dois legítimos campeões mundiais. Não é qualquer país que tem o privilégio de contar com profissionais desse quilate à disposição de sua seleção.

Se nas questões que se resolvem dentro das quatro linhas eles podem gerar algumas incertezas, fora têm um simbolismo importante. Que time do mundo tem uma dupla com esse cartel?

Felipão e Parreira, aos olhos dos críticos e de boa parcela da torcida, podem soar ultrapassados, mas eles entendem, e muito, de futebol. E dominam como poucos essa encrenca que é comandar a seleção brasileira - um time com "190 milhões de treinadores".

A curiosidade agora é como eles vão moldar o time. Parreira gosta de posse de bola. Na sua prancheta, quem tem a bola tem o domínio do jogo. Felipão é mais objetivo. Prefere o simples. Quanto mais rápido e direto a equipe chegar à zona de gol do adversário, melhor. A comunhão de estilos, se é que é possível, pode dar uma boa química. A bola está com a dupla.

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