Análise: Luiz Antônio Prósperi Palmeiras age como um clube pequeno

Quem deve estar preocupado com a queda de Luiz Felipe Scolari no Palmeiras é Mano Menezes. O treinador campeão do mundo livre no mercado é muito mais que uma sombra ao técnico de plantão na seleção brasileira. Se José Maria Marin, presidente da CBF, estava amarrado sem opções para substituir Mano, agora já tem um candidato de alto quilate à disposição. Não será uma surpresa se Marin demitir Mano e empossar Felipão.

O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2012 | 10h13

Antes desse provável terremoto no futebol brasileiro, cabe lembrar que o Palmeiras continua refém de sua guerra intestina pelo poder. Os "Corleones" do Palestra Itália não se unem nem mesmo no momento difícil que o time atravessa no Campeonato Brasileiro. A preocupação não é com o iminente rebaixamento à Serie B e sim com a eleição ao próximo biênio.

Quem levar a presidência, no pleito previsto para janeiro de 2013, vai governar o clube na inauguração da Arena Palestra (em setembro do ano que vem), na disputa da Libertadores e no centenário do Palmeiras em 2014. Três eventos de muita grandeza e prestígio e que explicam, em parte, a queda de Luiz Felipe Scolari.

Boa parte da base de sustentação do presidente Arnaldo Tirone pedia há tempos a saída de Felipão. Facções da oposição também não queriam a permanência do treinador. Por isso Tirone, até então um defensor ferrenho do técnico, resolveu aceitar a demissão do chefe do time. De bem com os conselheiros amigos, Tirone pode agora pavimentar sua candidatura à reeleição, apesar das rajadas de metralhadoras que estão por vir.

Nos vestiários o clima também deve mudar. Alguns jogadores, quase a maioria, já não comungavam com as ideias de Felipão. Os famosos "chinelinhos", que o repórter do Estado, Daniel Batista, revelou, não suportavam mais os métodos do treinador. É bem provável que agora vão matar um leão por dia e correr à beça já neste domingo no clássico diante do Corinthians.

Felipão, um torcedor apaixonado pelo Palestra, deixa o clube no momento difícil do time no Brasileirão. É o terceiro técnico de ponta que não resiste à vocação do Palmeiras de ser um clube pequeno. Em pouco mais de três anos já foram demitidos Vanderlei Luxemburgo (2009) e Muricy Ramalho (2010).

O Palmeiras perde a grandeza e não consegue avançar além da Rua Turiaçu.

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