Análise: queda começou a ser articulada com a troca de comando na CBF

Mano Menezes começou a perder o cargo quando houve a mudança na cúpula da CBF, nos primeiros meses do ano. A troca de Ricardo Teixeira por José Maria Marin foi um golpe para a estabilidade no cargo do treinador agora desempregado. O novo mandachuva raras vezes foi enfático nos elogios ao trabalho na seleção e com frequência se mostrou evasivo em relação à permanência da comissão técnica até a Copa de 2014. Em vários momentos deixou no ar a possibilidade de que poderiam surgir mudanças. Deu pistas.

Antero Greco, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2012 | 02h03

A demissão surpreendeu porque a equipe fechou o ano mais encorpada do que na temporada anterior. Com contorno delineado e com alguns nomes em ascensão. Ainda assim, em estágio de evolução menos confiável do que se espera para um anfitrião de Mundial.

Imaginava-se que a ruptura ocorresse após a derrota para o México, nos Jogos de Londres. Marin e seu mentor, Marco Polo Del Nero, no entanto, preferiram cozinhar o caso em banho-maria. Em público, amenizaram as críticas, mas nos bastidores minaram Mano. Por tabela, pode espirrar em Andrés Sanchez - padrinho de Mano e entrave para o projeto político da dupla que manda na CBF.

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