Divulgação/CBTKD
Divulgação/CBTKD

Anderson Silva confirma testes do tae kwon do para Rio-2016

Presidente da CBTKD dexia claro que Spider não terá benefícios

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

22 de abril de 2015 | 16h42

Anderson Silva pretende mesmo disputar os Jogos Olímpicos de 2016, e a Confederação Brasileira de Tae Kwon Do (CBTKD) está disposta a transformar isso em realidade. Nesta quarta-feira, o ex-campeão mundial de MMA e o presidente da CBTKD, Carlos Fernandes, reuniram a imprensa para "esclarecer" o assunto. A entidade deixou claro que o lutador não terá nenhum tipo de benefício, mas ao mesmo tempo excluiu uma barreira para que ele seja um dos quatro brasileiros nos Jogos: o ranking nacional da modalidade não terá nenhuma influência na escolha das vagas, que serão definidas em torneios seletivos a partir de janeiro.

Desse modo, tudo o que Anderson Silva precisa fazer para competir em 2016 é vencer a seletiva. "Todos nós sabemos da performance do nosso campeão, da potencialidade dele. Ele é um ícone das artes marciais, e o tae kwon do é uma delas", afirmou Fernandes. "A chapa vai esquentar a partir de janeiro (com as seletivas). O meu interesse é que vá o melhor."

Sobre as críticas de outros atletas, que consideram a situação injusta, Anderson procurou ser diplomático. "Não estou aqui para desagregar, estou aqui para unir forças", disse. "É normal que alguns estejam descontentes. Não tem como agradar todo mundo, ser unânime. Mas com o tempo as pessoas, e os meus próprios companheiros, vão perceber que não estou querendo pegar carona com ninguém."

Mesmo insistindo que o lutador não terá nenhum tipo de benefício, ficou claro que a CBTKD está muito satisfeita com o interesse de Anderson Silva em disputar o tae kwon do nos Jogos de 2016. "Todos nós sabemos que o marketing é caro, ainda mais aqui no Brasil. O Anderson, o desejo dele, foi uma loteria. Ganhamos na Mega Sena. Acho que foi bom para os dois. Patrocínio é difícil, aqui é o país do futebol", comentou Fernandes.

PREPARAÇÃO

Anderson Silva destacou que já vem treinando para voltar a competir no tae kwon do, modalidade que aprendeu a lutar aos sete anos e que parou dez anos mais tarde. "As dificuldades que vou encontrar hoje, do tae kwon do da minha época ao de agora, são muito grandes. É um desafio", considerou.

"Estou sempre treinando (para o MMA), e quando se fala em treino se fala em estudar muito. Eu não parei de treinar, e em algumas lutas eu até coloquei alguns golpes", comentou o atleta de 39 anos. "É um desafio que estou disposto a tentar, e até mesmo a passar vergonha."

O lutador, porém, admite que ainda está longe do ideal para buscar uma vaga na Olimpíada. "Tenho que voltar aos treinos, sou realista. Sei que as condições que tenho hoje de participar de qualquer competição estão muito longe (do ideal). Tenho que me preparar, ganhar velocidade, aprender a usar o equipamento, que está totalmente mudado."

Anderson declarou que decidiu se empenhar somente agora por uma vaga à Olimpíada porque, antes, "tinha muitos compromissos" que o impediam. Questionado se isso significaria um afastamento do MMA nos próximos meses, ele foi taxativo. "Não, não vou parar", assegurou. "O meu foco principal agora é começar meus treinos mais intensificados no tae kwon do, e procurar me empenhar nisso."

Durante a coletiva, o caso de doping do lutador, que ainda será julgado pela Comissão Atlética de Nevada, foi tema proibido. Ainda assim, ele falou rapidamente sobre o assunto. "Estou respeitando todo o processo, foi adiado o julgamento e não fui que pedi. Foram meus advogados, e não sei por quê."

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