Fabio Motta/Estadão
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Anderson Silva se diz preocupado com o retorno ao octógono

Lutador, fora de combate há 12 meses, fala de suas expectativas para o duelo com o americano Nick Diaz, marcado para 31 de janeiro

Ronald Lincoln Jr., O Estado de S. Paulo

17 de dezembro de 2014 | 17h30

O lutador de MMA Anderson Silva revelou estar preocupado com sua volta ao octógono após mais de um ano sem lutar, por causa de uma grave contusão. Nesta quarta-feira o atleta participou de entrevista coletiva, em um hotel no Rio, para anunciar o patrocínio da Viber, um aplicativo de conversas online. Ele também falou de suas expectativas para o duelo com o americano Nick Diaz, marcado para 31 de janeiro, pelo UFC 183, em Las Vegas.

"Está difícil segurar a ansiedade. Minha grande preocupação é como vai ser essa volta. Eu não estou preocupado com o adversário. Há uma dúvida de como vai ser", afirmou Anderson. "Mas depois que eu tomar o primeiro soco muda tudo. As coisas voltam ao normal", brincou.

Anderson fraturou a tíbia da perna esquerda em sua última luta, em dezembro de 2013, contra o também americano Chris Weidman, válida pela disputa do cinturão de peso médio. Além da derrota, o acidente quase provocou o fim precoce da carreira do brasileiro, um dos principais nomes da história do UFC.


"Não tenho mais dor nenhuma na perna", garantiu Anderson, que vai seguir usando o Muay Thai como uma de suas principais armas. O atleta afirmou, inclusive, ter recebido bronca de seus técnicos por usar com excesso nos treinamentos a perna que fraturou.

"É movimento que faço desde criança. Já vi outras pessoas sofrerem fratura, mas comigo nunca tinha acontecido. No início é normal sentir um receio", disse. "Na dúvida vou chutar mais da cintura da cima", falou, bem humorado.

Nick Diaz também está há cerca de um ano fora do tatame, por isso, Anderson prevê uma luta equilibrada. "O Nick Diaz é um atleta completo, que luta de uma forma bem intensa e estou me preparando para enfrentar o que tiver de pior. Existe muita variável quando vai lutar com um atleta como o Nick que tem um chão bom e luta bem em pé, mas estamos em condições iguais. Não vai ser fácil para ele nem para mim."

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