André Luís salva o São Paulo de vexame no fim, no Morumbi

Equipe amargava empate em casa com o fraco Rio Branco, mas zagueiro faz gol decisivo aos 43 minutos do 2º tempo

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

15 de março de 2010 | 00h00

Contra um dos últimos colocados do Campeonato Paulista, o São Paulo não tinha desculpa: precisava vencer e, de preferência, por goleada. Preservando seis titulares, cumpriu seu papel. Mas com ressalvas. Precisou André Luís fazer um gol decisivo aos 46 minutos para vencer o Rio Branco por 2 a 1, no Morumbi.

"Foi um susto, o Rio Branco veio para cima no segundo tempo e dificultou para nós", disse o zagueiro. "Não precisávamos ter passado por isso. Não podemos mais cometer os mesmos erros", afirmou Hernanes, que entrou na segunda etapa e cobrou o escanteio do gol. "Teria sido uma vergonha não vencer o jogo", acrescentou Léo Lima.

Ricardo Gomes utilizou uma armação de que gosta: dois jogadores velozes no ataque, sem um atleta de referência por ali. É alternativa para a Libertadores, competição em que o time enfrenta o Nacional, do Paraguai, na quinta-feira, no Morumbi.

O baile estava armado para os atacantes, mas quem abriu a pista foram os meio-campistas. Léo Lima e Jorge Wagner fizeram uma coreografia bonita aos 11 minutos: Léo deu passe de calcanhar para Jorge abrir o placar com facilidade. Um golaço. Palmas para o misto tricolor.

O São Paulo tinha dois estreantes: o promissor Fernandinho, que atuava pela primeira vez diante da torcida, e o lateral-esquerdo Carletto, aposta que começou uma partida com a camisa são-paulina somente ontem. O primeiro, de quem se espera muito, quase não apareceu em meio à chuva que começou a cair ainda no primeiro tempo. O outro, que ninguém sabe o que pode render, até arriscou uns chutes de longe - nenhum nas redes, alguns nas tribunas.

Faltou música para o resto da dança, no entanto. Desconcentrado diante de um adversário que pouco exigia, o time da casa arrefeceu os ânimos. E o Morumbi acompanhou. Parte dos refletores se apagaram e o jogo teve de ser interrompido no segundo tempo - só três minutos, já que os goleiros aceitaram continuar com menos iluminação mesmo.

A luz toda até voltou no fim. O bom futebol, não. As vaias ecoaram pelo estádio vázio e encharcado depois que Márcio Careca, enfim, se aproveitou da displicência são-paulina para fazer o gol de empate. Só pararam após André Luís decidir, o que não mascara, porém, o mau futebol do 3.º colocado do Paulista.

SÃO PAULO 2

RIO BRANCO 1

CAMPEONATO PAULISTA

Gols: Jorge Wagner aos 11 minutos do primeiro tempo. Márcio Carioca aos 34 e André Luís aos 43 minutos do segundo.

SÃO PAULO (4-4-2): Rogério Ceni; Jean, André Luís, Miranda e Carletto; Rodrigo Souto, Cléber Santana, Léo Lima (Hernanes) e Jorge Wagner (Henrique); Dagoberto (Marlos)e Fernandinho.

Técnico: Ricardo Gomes.

RIO BRANCO (4-4-2): Cristiano; Fábio Baiano, Airton, Kléber e Maurim; Everton, Márcio Carioca, Felipe (Alex Terra) e Romarinho (Ricardinho); Jobinho e Júlio César. Técnico: Ademir Fonseca.

Juiz: Sálvio Spinola Fagundes Filho.

Cartão amarelo: Kléber, Fernandinho.

Renda e público: não divulgados.

Local: Morumbi.

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