Andrés cogita criar 'conselho técnico'

Parreira resiste e presidente corintiano trabalha com a hipótese de manter Carille, auxiliado por William, Alessandro, Ronaldo, Roberto Carlos e Chicão

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2010 | 00h00

O presidente Andrés Sanchez fez uma aposta em Mano Menezes e se deu bem. Com Adilson Batista o resultado não foi o previsto. Agora, o dirigente vive um dilema: volta a investir num nome de menos impacto ou espera até 2011 para acertar com Carlos Alberto Parreira? O ex-técnico da África do Sul segue como o forte candidato para assumir o time, mas seu pedido é de que isso ocorra só na próxima temporada. Parreira quer passar o fim do ano ao lado da família.

Uma parceria Parreira (na coordenação) e Joel Santana (como treinador) seria o plano B. Andrés ficou muito animado ao saber que o comandante do Botafogo, vitorioso no comando de clubes cariocas, sonha em brilhar na capital paulista. Assim como Parreira, porém, também só viria para 2011.

Até lá, Fábio Carille e o auxiliar Mauro, com grande parcela de ajuda dos jogadores mais experientes do grupo, como William, Chicão, Alessandro, Roberto Carlos e Ronaldo - os três primeiros até deram dicas de como acertar o time para o jogo de hoje, às 22 horas, diante Vasco -, devem seguir no comando. O resultado da "decisão" no Rio define o futuro.

"Não temos data (definida para anunciar o nome), pois já tenho muitos problemas e, se não contratar naquela data...", afirmou Andrés, logo após a saída de Adilson Batista. "Pressa eu tenho, mas também tenho a inteligência de saber qual treinador se enquadra nesse grupo."

Depois de brigar pelo topo da tabela durante dois terços da competição, o Corinthians caiu para terceiro lugar e viu o Cruzeiro abrir cinco pontos nesta reta final. Vencer o Vasco será primordial para recolocar a equipe na luta pela taça, a última chance de não fechar o ano do centenário sem nenhum troféu.

"Não só acredito como tenho certeza de que vamos brigar até o final. Se ganharmos quarta-feira, vamos para segundo, dois pontos atrás do líder. Todos têm dificuldades, mas estamos no páreo. Apesar de não termos mais gordura para queimar, vamos brigar até o final", apostou Andrés.

O presidente assumiu a missão de contratar um novo comandante. Desde domingo, contudo, vem recebendo inúmeras sugestões de nomes para o cargo. Já ouviu os de Oswaldo de Oliveira, Márcio Bittencourt, Silas, Ricardo Gomes, PC Gusmão... Garantiu que escolherá sem interferência de ninguém. E buscará um nome de expressão.

Reunião decisiva. Andrés se reuniu com Parreira ontem à noite - encontro que invadiu a madrugada - com a missão de convencê-lo a assumir o time nos oito últimos jogos do ano. O técnico ainda passaria o fim de semana no Rio, ao lado da família, para chegar na segunda-feira. O sonho é vê-lo em ação no clássico do dia 24, diante do Palmeiras, no Pacaembu. Assim como Adilson Batista, ele estrearia no confronto com o arquirrival. Mas está difícil fazê-lo aceitar.

Após apenas uma vitória em casa no segundo turno - perdeu duas e empatou outras duas -, os dirigentes do Alvinegro sabem que só melhorando o retrospecto no Pacaembu é que a equipe brigará pela taça. Além do clássico, o Corinthians ainda faz o confronto direto com o Cruzeiro na capital, o que pediria a necessidade de um técnico experiente.

Para Andrés, Fábio Carille ainda não está pronto para a missão de assumir o Corinthians. "O que foi passado pelo Andrés e pelo Mário Gobbi é que eu fique até a chegada de um novo treinador, não sei se um jogo, uma semana ou até o final do campeonato, mas assumo com tranquilidade."

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