Andrés ignora Simon e São Paulo e culpa Corinthians por perder a ponta

Presidente corintiano critica atuação da equipe contra o Vitória e lamenta pontos desperdiçados em jogos teoricamente fáceis

Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2010 | 00h00

Qual foi o maior motivo de irritação do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, no fim de semana: a atuação do árbitro Carlos Eugênio Simon, que marcou mão na bola de Ralf, lance que resultou em pênalti e, consequentemente, no empate do Vitória, domingo, em Salvador, ou o comportamento do São Paulo ao ser goleado por 4 a 1 pelo Fluminense? Resposta: nenhum deles. "O que mais me irritou foi o Corinthians", afirmou, ontem, ao Estado, já com a adrenalina mais baixa. "Se não tivéssemos oscilado tanto, desperdiçado as três oportunidades em que estivemos na liderança, não precisaríamos nos preocupar com a atuação do juiz ou do São Paulo."

Na opinião do presidente alvinegro, o time só não está em situação mais confortável na tabela por causa dos muitos pontos que perdeu dentro de casa. Depois de ostentar o rótulo de 100% de aproveitamento no Pacaembu nas primeiras rodadas, quando ainda era comandado por Mano Menezes, hoje na seleção brasileira, o Corinthians perdeu o embalo, sobretudo no curto período sob a batuta de Adilson Batista. "Passamos um período de sete, oito jogos em que só marcamos quatro ou cinco pontos", lembrou. "Agora sentimos falta daqueles pontos que perdemos em casa contra o Ceará, o Atlético-GO e o Botafogo, que jogou sem nove titulares."

Ronaldo dependência. O desempenho do time em Salvador, no domingo, também não foi aprovado pelo chefe do Parque São Jorge. "A equipe sentiu muito a saída do Ronaldo. Com ele em campo, parece que os outros ficam mais seguros, pois acham que podem errar que ele (Ronaldo) vai segurar", analisou. "Mas não pode ser assim. Chegamos a ter o melhor ataque da competição sem o Ronaldo." Quanto ao rumor de que contrataria Adriano, mandou outro recado. "Só se o Ronaldo bancar."

O fato de o técnico Tite ter desistido de fazer a terceira substituição na Bahia, mesmo depois de anunciá-la no fim da partida, deixou uma interrogação na cabeça do presidente. "Não entendi direito o que aconteceu, mas tudo bem. Vamos tocar o barco."

Ao contrário de muitos corintianos, que dividiam a atenção entre a partida da equipe contra o Vitória e o confronto entre os tricolores, no mesmo horário, na Arena Barueri, o dirigente minimizou o jogo do rival. "É uma vergonha (o campeonato viver esse tipo de situação), mas nem quero falar do São Paulo. Não vi o jogo nem os melhores momentos."

Sanchez reconhece que a busca pelo título, aquele que coroaria a temporada do centenário, ficou complicada, mas apela a um chavão para manter o sonho. "Enquanto há uma chance, o corintiano se agarra a ela. Diziam que o Fluminense atropelaria o Goiás e eles tiveram dificuldade para empatar", lembrou.

Libertadores. Sanchez passou o dia ontem envolvido em reuniões. Precisou acelerar algumas definições, já que hoje à noite embarca para Assunção, Paraguai, onde participa de encontro com dirigentes sul-americanos amanhã, na Conmebol, e acompanha a sorteio dos grupos da Taça Libertadores da América de 2011, marcado para quinta-feira, na sede da entidade.

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