Andrés já fala em usar time sub-20 em caso de queda

Dirigente afirma que ''não vai fazer loucura'' para disputar apenas o Paulista e o Brasileiro e reclama de uso exagerado do Twitter

, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2011 | 00h00

Um dia após o inesperado empate contra o Tolima no Pacaembu (0 a 0), que deixou a classificação do Corinthians para a próxima fase da Taça Libertadores bastante ameaçada, o presidente Andrés Sanchez admitiu, em entrevista ao site gazetaesportiva.net, que já tem um plano B caso o time se despeça prematuramente da competição sul-americana. "Tenho mais dez meses de gestão. Sinceramente, não vou fazer loucuras. Para disputar o Paulista e o Brasileiro, usaremos os meninos do sub-20. Qualquer "jogadorzinho" quer R$ 200 mil de salário. É um absurdo."

Também na entrevista ao jornalista Chico Lang, o dirigente confessou que o resultado do primeiro confronto foi frustrante, mas ainda tentou demonstrar alguma confiança na classificação para a fase de grupos da competição sul-americana. "Foi frustrante. Todo mundo, inclusive eu, esperava uma vitória. Mas ainda dá para a gente classificar. Vai ser difícil, porém, não impossível."

Twitter. A polêmica envolvendo o atacante Ronaldo com o apresentador José Luiz Datena e o comentarista Neto, ambos da TV Bandeirantes, no Twitter, na quarta-feira, algumas horas antes da partida do time pela Libertadores, também mereceu comentários de Andrés. "Está na hora de jornalistas e jogadores sentarem para conversar a respeito do uso do Twitter, do Facebook e outros sites de relacionamento. Ninguém dá mais entrevista. Jornalistas ou não publicam o que bem entendem. Assim fica difícil. Na Copa da África do Sul foi a mesma coisa."

O dirigente afirma, porém, que não pensa ainda em proibir o uso da ferramenta. "Já vivemos várias épocas nas concentrações. Antigamente era o baralho, depois vieram as farras com a mulherada, passou pelo Playstation e agora é o Twitter e o Facebook. Eu não gosto. Realmente, jogadores se dispersam demais e as pessoas se relacionam pouco. Mas proibir seria bem pior."

Dificuldades para contratar.

O presidente havia dito que até a estreia na competição sul-americana o time teria dois ou três reforços de peso, a começar por um atacante. Não conseguiu cumprir a promessa e viu um time carente de opões no banco de reservas. Nomes como Adriano, Luís Fabiano, Marcelo Moreno e Liedson foram tentados, mas o técnico Tite só continua com Edno como alternativa para o ataque.

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