Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE

Andrés mantém Tite e anuncia reforços

Cartola diz ter contratado o atacante Gilberto, o volante Edenílson e promete mais nomes de peso, como Alex

BRUNO DEIRO, FÁBIO HECICO e SANCHES FILHO, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2011 | 00h00

SANTOS - Abatidos com a perda do título, os jogadores do Corinthians ainda passaram por enorme constrangimento neste domingo: o de ir ao pódio, antes do campeão Santos, para receber a taça de vice, que não serve para nada e dificilmente terá lugar na sala de troféus dos clube. Aquela reunião dos derrotados, no início da noite deste domingo, foi a última daqueles titulares - Júlio César não quis voltar ao campo.

O time paulista passará por reformulação enorme no elenco para tentar fechar o ano com algo a comemorar e apagar a quarta frustração seguida: fracasso na Copa Libertadores e no Campeonato Brasileiro de 2010 e na pré-Libertadores e no Paulista deste ano. O técnico Tite - perdeu cinco titulares de 2010 para cá e ainda chegou à decisão - está mantido.

Na última competição sob o comando do presidente Andrés Sanchez - seu mandato acaba em dezembro - , a ordem do mandatário a seus diretores é não pouparem esforços para montar um grupo forte, capaz de por fim à série de decepções.

Alex, do Spartak Moscou, faz exames na terça-feira e será apresentado durante a semana. Fábio Simplício também vai chegar. Não para por aí. São várias as posições que passarão por trocas. Júlio César, que no domingo falhou feio no gol de Neymar e saiu de campo correndo, evitando declarações, deve ganhar concorrência pela vaga. Renan, do Avaí, já foi procurado.

"Logicamente que vamos reforçar, está chegando o Gilberto (atacante do Santa Cruz), o Edenílson (volante do Caxias), o Alex. Desde o final do ano passado estamos tentando contratar. O Liedson demorou cinco meses, o Alex também. Estamos tentando o Seedorf e dois, três, quatro jogadores de nível A estão por vir", disse Andrés, bancando Tite no cargo.

"Agora estamos com uma base pronta e a saída do Tite nem se questiona", afirmou. "Ele me agrada, pegou a equipe faltando seis, sete jogos ano passado (na verdade, oito) e teve média de campeão. Agora no Paulista teve de remontar tudo e chegou numa final", elogiou.

Sem herói nem vilão. O técnico Tite preferiu não falar de futuro. "Nessa hora, só quero falar sobre o que estou sentindo e é uma dor enorme por ter perdido o título. Está doendo para todo corintiano, para minha família, porém quero ter a grandeza de reconhecer o outro lado, que teve mérito numa final de 180 minutos equilibrados."

O treinador ainda defendeu Júlio César, que falhou no segundo gol santista. "Não tem herói e nem vilão. No futebol de grupo não tem um culpado", observou.

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