Andrés reaviva polêmica com o São Paulo

Presidente corintiano diz que o Morumbi não terá condições ser reformado sem a ajuda do governo

Jamil Chade, TALLINN, ESTÔNIA, O Estadao de S.Paulo

14 de agosto de 2009 | 00h00

Andrés Sanchez reabriu a polêmica no debate sobre os estádios para a Copa de 2014 e voltou a atacar o São Paulo. De acordo com o presidente corintiano, o rival não tem como pagar por ampla reforma no Morumbi, conforme determinado pela Fifa - e, assim, terá de pedir socorro ao governo. O dirigente, que nesta semana chefiou a delegação da CBF no amistoso da seleção contra a Estônia, em Tallinn, disse que o estádio do São Paulo não tem condições de abrigar o evento sem passar por importante modernização. Andrés alegou que o calendário de obras já começa a ficar atrasado e aposta que o São Paulo não tem dinheiro para pagar pelos trabalhos. "O que vai ocorrer é que, quando ficar claro em 2010 que as obras não estão sendo feitas, o governo entrará com recursos", afirmou, antes de acrescentar que a situação financeira do São Paulo "não é boa". Chegou a dizer que o Tricolor sofre de "hemorragia financeira" - ou que o dinheiro está acabando.A rivalidade entre Corinthians e São Paulo aumentou no início do ano, quando a diretoria são-paulina cedeu 10% dos ingressos do jogo para os corintianos na 1ª fase do Paulista, no Morumbi. Sanchez reclamou - queria divisão igual - e prometeu nunca mais mandar seus jogos no campo do rival. Naquele dia começou uma troca de ataques entre os dirigentes. Caio Carvalho, coordenador do Comitê São Paulo-2014, evitou rebater as declarações do presidente do Corinthians. "A posição do São Paulo é uma só. Quem sabe de sua situação financeira é o clube", comentou Carvalho. Segundo o dirigente, a provocação é fruto da rivalidade entre os clubes. Disse ainda que o corintiano mostrou postura diferente há quase dois meses, na visita do presidente Lula ao Morumbi. "Na presença de envolvidos com a campanha a favor do estádio, como o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, Sanchez apoiou a ideia." O presidente e diretores não responderam as chamadas para comentar o assunto. Há uma semana, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, declarou pela primeira vez que as arenas do Mundial teriam de contar com recursos públicos. Suas afirmações foram contrárias ao que vinha dizendo nos últimos meses, quando garantiu que não haveria dinheiro público para o evento no Brasil. COLABOROU BRUNO DEIRO

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