Andrés retruca e atinge o bairro Jardim Leonor

Presidente do Corinthians diz que a região da casa tricolor é discriminatória e momento é de privilegiar a zona leste da capital

Ana Paula Garrido, Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2010 | 00h00

O presidente corintiano, Andrés Sanchez, repudiou as declarações do rival Juvenal Juvêncio, mas usou a mesma arma do mandatário são-paulino: o preconceito. "Infelizmente, a discriminação prevalece no Jardim Leonor", disse, em alusão à região da capital paulista em que está situado o estádio tricolor. Não é a primeira vez que o dirigente alvinegro faz críticas a um suposto ataque do São Paulo. Ele tem se dirigido aos tricolores com insinuações indiretas, citando o bairro do clube. Foi assim que justificou a medida de não mandar mais jogos no Morumbi desde o início da campanha na Série B do Brasileiro, em 2008.

Andrés reconheceu, contudo, que o entorno do Morumbi tem mais hospitais e melhor infraestrutura do que outros locais da cidade. Mas o presidente corintiano entende que agora é o momento ideal para a administração pública privilegiar outras regiões, como a zona leste.

"Em parte, o Juvenal tem até razão. O que menos importa para uma Copa do Mundo é o gramado. O que interessa é o legado que vai ficar para a população", reconheceu Andrés em entrevista à Rádio Jovem Pan. "Nada mais justo que a zona leste, uma região em que pouco se investiu, tenha mais coisas. Há muitos paulistanos que moram lá também."

O presidente corintiano achou graça das afirmações de Juvenal de menosprezo à rede de saúde e de transporte de Itaquera. "Se na zona sul tem o (hospital Albert) Einstein, o São Luiz, a zona leste também vai ter hospitais melhores porque a cidade carece", disse. "Aqui temos metrô na porta e hospitais como o Santa Marcelina, que é referência no transplante de medula", completou Lídia Paniaga, que mora na região.

Estádio para alvinegros. O dirigente do Corinthians reiterou que não está preocupado com a Copa do Mundo. A arena que o clube começou a construir em Itaquera é para os torcedores do time. "Não tenho intenção de receber abertura de Copa. Estou fazendo um estádio para os corintianos", declarou Andrés. Disse que o clube não arcará com as despesas para aumentar o futuro estádio - a Fifa teria de pagar para colocar 20 mil assentos a mais no projeto - e afirmou que São Paulo ainda pode ficar sem o Mundial.

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