Andrés Sanchez: de homem forte da CBF a oposição

SÃO PAULO - Andrés Sanchez passou de homem forte da seleção brasileira a um dirigente totalmente descartável em oito meses. Nos tempos de Ricardo Teixeira, antes de ser nomeado diretor de seleções da CBF, foi chefe da delegação brasileira que disputou a Copa da África do Sul, em 2010. Tinha prestígio e Teixeira via nele uma figura ideal para sucedê-lo na entidade.

Almir Leite e Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 02h04

Presidente do Corinthians até o ano passado, Andres foi ganhando aos poucos a confiança de Teixeira, até pelas polêmicas em que se metia, como a briga com o são-paulino Juvenal Juvêncio, desafeto do ex-presidente da CBF. Em agosto de 2009, chefiou pela primeira vez a seleção brasileira, num amistoso com a Estônia. Seu estilo agradou a Teixeira, que optou por colocá-lo no comando da delegação que, no ano seguinte, foi à África do Sul.

Durante a Copa, Andrés, mesmo com seu jeito estourado, muitas vezes serviu de esteio para a truculência de Dunga. Mesmo com a queda da seleção nas quartas de final, e a consequente demissão do treinador, o prestígio de Andrés se manteve intacto.

Em 25 de novembro passado, Andrés foi nomeado por Teixeira diretor de seleções. O dirigente já planejava sua saída da CBF e queria deixar gente de sua confiança na entidade. Andrés começou a trabalhar tão logo deixou a presidência do Corinthians, em dezembro. Mas seus tempos de poder no cargo duraram pouco. Com a saída de Teixeira, ele foi se enfraquecendo e ontem deixou o cargo. Agora, será oposição.

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