Ângela Park: uma brasileira entre as dez do mundo no golfe

Descendentes de coreanos que se mudou para os Estados Unidos aos 18, golfista é a nova sensação da LPGA

Chiquinho Leite Moreira, Especial para o Estadão

03 de outubro de 2007 | 17h27

Desde os oito anos, Ângela Park está fora do Brasil, quando mudou-se com seu pai para os Estados Unidos. De repente, aos 18, essa brasileira nascida em Foz do Iguaçu, no Paraná, de origem sul coreana e sotaque norte-americano transformou-se numa sensação do esporte ao conquistar o vice-campeonato em um dos quatro maiores torneios do mundo, o US Open, numa modalidade de pouca repercussão entre os brasileiros, mas com incrível crescimento nos últimos tempos: o golfe.  Afinal, em sua temporada de estréia no milionário circuito do LPGA (Associação Feminina de Golfe Profissional) ganhou o troféu de melhor estreante, já se coloca entre as dez primeiras do ranking (ocupa a 9ª. posição) e acumula prêmios de US$ 850 mil (cerca de R$ 1,5 milhão). Semana passada ficou em 3.º lugar no torneio Movistar, no Alabama, empatada com a número 1 do mundo, a mexicana Lorena Ochoa.  Com seu sucesso num circuito tão badalado nos Estados Unidos, como o LPGA, os norte-americanos sempre a apresentam como californiana, quase querendo 'roubar' a brasileirinha. Agora, Ângela Park vai ampliar suas ligações com o Brasil. Ganhou o patrocínio da LG, que da camisa do São Paulo Futebol Clube vai estar agora no boné da golfista, que nesta quarta-feira participou deuma entrevista virtual, falando desde a Califórnia em vídeo conferência. Ao ver sua mãe, sentada na sala falou "Saudades...mãe" e completou: "do Brasil sinto falta do pão de queijo e de churrascaria." Seu apetite poderá ser satisfeito no próximo mês, quando estará em São Paulo para participar de um Pro-Am, em um campeonato de golfe patrocinado pela LG. Até lá, Ângela Park espera também melhorar seu português. Tanto tempo fora do País praticamente esqueceu o idioma, mas mantém o senso de humor. Respondeu com ironia a pergunta se iria jogar contra homens. "Por que está querendo saber... quer jogar comigo?".  Dizem que Ângela Park tem um swing (movimento para bater na bola) tão bom, que seria capaz de vencer muitos profissionais da categoria masculina. O desafio parece que vai ter de esperar uma outra oportunidade.

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