Eric Bolte/USA Today Sports
Eric Bolte/USA Today Sports

Angélica Kvieczynski conquista bronze no arco no Pan-Americano

Brasileira sobe ao pódio após decepção no individual geral

Nathalia Garcia, enviada especial a Toronto, O Estado de S. Paulo

19 de julho de 2015 | 13h13

Depois de amargar o quarto lugar no individual geral da ginástica rítmica, a brasileira Angélica Kvieczynski não se abateu e conquistou a medalha de bronze no arco, neste domingo, nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Na bola, terminou apenas na sexta posição. As duas provas foram marcadas pelo domínio das norte-americanas Laura Zeng e Jasmine Kerber.

No Pan de Guadalajara, em 2011, Angélica ganhou bronze no individual geral, arco e bola e prata nas maças. Em Toronto, ela não tem conseguido repetir o mesmo desempenho e ressalta o alto nível das competidoras. "Saio satisfeita com a competição, o nível está muito alto perto de Guadalajara. Os outros países estão com muito incentivo. Estados Unidos e Canadá estão treinando na Rússia direto, o México tem uma técnica búlgara. Isso está pesando um pouco para nós brasileiras. A gente tem de viajar mais e tirar esse nervosismo." 

No arco, Angélica empolgou a torcida canadense e fez uma performance consistente. Apesar da boa vantagem sobre as outras rivais, ela não ameaçou as ginastas dos Estados Unidos, que apresentaram uma série de alto grau de dificuldade. Com a nota 15,358, Angélica viu Zeng (16,833) conquistar o ouro e Kerber (16,300) levar a prata. A brasileira Natalia Gaudio ficou com o quarto lugar (14,975).

Na conquista da medalha de bronze, Angélica contou com uma ajuda extra. A brasileira portava um broche com a imagem de São Sebastião em seu collant, próximo ao ombro esquerdo. "Minha mãe sempre coloca um santinho para proteção em todos os meus collants", conta. 

Única representante do Brasil na final da bola, Kvieczynski foi a última a se apresentar e já sabia que para subir ao pódio seria preciso dar o seu melhor. A dupla dos Estados Unidos liderava, e a missão de desbancar Zeng, que somou 16,883, era extremamente difícil. Com uma série de grau de dificuldade mais baixo, Angélica teve 14,633 e terminou na sexta posição. Kerber fez dobradinha com sua compatriota e a mexicana Karla Arnal garantiu o bronze.

Nesta segunda-feira, a partir das 11 horas (de Brasília), Angélica Kvieczynski tem mais duas chances de medalha. A brasileira disputará as finais de maças e fitas para tentar acabar com a hegemonia das americanas, que brilharam com notas altíssimas. O País também contará com Natalia Gaudio na briga. O Pan serve como preparação para o Mundial de Stuttgart, de 7 a 13 de setembro.

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