Anhembi dos velozes; Marginal dos lentos

Enquanto carros da Indy andavam a 300 km/h no sambódromo, motoristas se arrastavam a 20km/h do lado de fora da pista

Gilberto Amendola, O Estadao de S.Paulo

15 de março de 2010 | 00h00

De um lado, carros com licença para voar (300 km/h); do outro, mortais se arrastando a 20 km/h. Ontem, durante a prova de Fórmula Indy, o Anhembi foi dos velozes e furiosos; enquanto a Marginal era, como de costume, dominada pelos lentos e curiosos. O congestionamento na região do sambódromo foi causado pelas interdições da CET e da Polícia Militar, mas, principalmente, pelo desejo de muitos motoristas de ouvirem o ronco dos motores. Quem não conseguiu um lugar dentro do sambódromo apelou para alternativas menos convencionais. Um grupo de turistas colombianos, por exemplo, pendurou-se em árvores do entorno da pista; já um solitário fã de corridas escalou uma das torres do Parque do Gato (Favela do Gato) só para ver um pedacinho da festa; os sócios do Espéria tiveram mais sorte e acompanharam a corrida da cobertura do clube. Quem insistiu em entrar no Anhembi precisou lidar com cambistas ? que atuavam livremente na região.

O trânsito não foi o principal problema enfrentado pelos torcedores que foram ao circuito do Anhembi. Como a abertura dos portões atrasou, longas filas se formaram na entrada dos principais setores da pista, causando irritação do público.

Os portões estavam previstos para serem abertos às 7 horas, mas isso não ocorreu, de acordo com os organizadores, por conta da falta de seguranças internos. Assim, a maioria dos acessos foi aberta após 7h45, o que causou a revolta dos torcedores que se concentravam na região do Anhembi.

A irritação foi maior porque o treino de classificação, que deveria ter acontecido na tarde de sábado, ficou para a manhã de ontem ? o adiamento foi causado por problemas na pista. E todos queriam entrar no circuito para poder ver a sessão que definiria o grid da prova.

Apesar do grande fluxo de torcedores, o trânsito foi bom e sem congestionamento na proximidade do circuito de rua de São Paulo. A CET seguiu a recomendação de que as pessoas utilizassem o transporte público para chegar ao Anhembi.

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