Antes preterido, Bruno César vira opção

Bruno César teve, profissionalmente, um ano de 2010 inesquecível. Surgiu para o futebol durante a campanha do vice-campeonato paulista do Santo André - foi escolhido a maior novidade da competição. Transferiu-se para o Corinthians, realizou sonho de infância, assumiu a artilharia da equipe no Campeonato Brasileiro (14 gols) e, para completar, ganhou o prêmio da CBF de revelação da Série A.

Daniel Akstein Batista e Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2011 | 00h00

A temporada 2011 mal começou e tudo que o meia-atacante, apelidado carinhosamente de "Chuta Chuta" durante os bons tempos, construiu já se esvaiu pelo ralo. Ainda não marcou gol, foi tirado do time logo na véspera da partida mais importante - e lamentada - do ano. Justo quando o time mais precisava de um gol, faltou o "chutador oficial" da equipe.

Tite não deu nenhuma justificativa concreta para tirar o meia do time. Nos bastidores, comenta-se que as reclamações de Ronaldo quanto ao egoísmo dos colegas foi a gota d"água. Mas o técnico já dava mostras há tempos de que não é um fã do futebol do camisa 10 corintiano.

Quando escalado como titular, foi raro um jogo que Bruno César terminou. Das 13 vezes que o meia-atacante iniciou uma partida sob o comando do treinador, foi substituído simplesmente em 10 oportunidades.

Não é por acaso também que sua média de gols caiu. Antes da chegada do treinador, o camisa 10 havia marcado 11 vezes. De lá para cá, anotou apenas três gols. E a revelação da temporada passada passou a ouvir vaias.

Hoje, o jogador torna-se uma opção novamente. Se vai jogar ou não, Tite não quis dizer. Pesa a favor do jogador a ausência de dois companheiros de ataque, Dentinho e o "desafeto" Ronaldo. Diminuíram as opções do treinador.

"Ainda não está definido. Estou pensando na melhor forma de o time atuar", disse Tite. "Sinceramente, não sei se é com o Bruno César ou não."

O jogador não digeriu bem a perda de um lugar na equipe logo no momento em que o Corinthians precisava marcar gols. Nem a torcida. Tanto que nenhuma voz da Fiel se voltou contra o jogador depois do vexame de perder a classificação para a Libertadores para o Tolima, na última quarta-feira (derrota por 2 a 0). Mas pegou no pé de Tite. Não se sabe quem sairá vencedor nesta queda de braço.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.