Antidoping: código deve ser aprovado

O novo Código Mundial Antidoping fixa regras para o controle do uso de substâncias proibidas que servem para melhorar o desempenho de atletas. E será único, para todos os esportes e países. Gerenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada), o texto pode ser aprovado amanhã, na Conferência de Copenhague, Dinamarca, por autoridades políticas e desportivas. Isso, depois de a Federação Internacional de Futebol (Fifa) confirmar que apoiará o código. A Fifa e a União de Ciclismo Internacional (UCI) são as que mais críticas fazem ao código. Entendem que é muito dura a pena de suspensão de dois anos para o atleta flagrado usando doping. Ambas declararam hoje que votarão a favor do texto. A Fifa cedeu, após fazer um acordo com a Wada. As entidades vão formar um grupo de trabalho, que será encarregado de julgar todos os casos eventuais de doping do futebol internacional, até os Jogos Olímpicos de Atenas. Embora apóiem o código, as organizações internacionais cobraram, hoje, a responsabilidade dos governos dos vários países e da própria Wada, de pressionar as ligas profissionais dos Estados Unidos para que sejam mais incisivos na luta contra o doping. O Código recomenda que as ligas norte-americanas de hóquei sobre o gelo (NHL), basquete (NBA) e beisebol (MBL) aceitem os controles estabelecidos pela WADA, mas as federações pedem mais. Independentes, financeiramente, as ligas não estão obrigadas a cumprir as regras antidoping. O presidente da Associação de Federações Internacionais de Esportes Olímpicos, Denis Oswald, defende que as ligas profissionais sejam obrigadas a aceitar as normas. "Não é aceitável que entre os atletas que competirem na Olimpíada de Atenas, um tenha de enfrentar uma suspensão por dois anos se tiver resultado positivo em um controle antidoping e o outro fique livre para competir por sua equipe. Não deveria haver uma situação em que os atletas possam ser submetidos a regras que variam de federação a federação, de país a país".

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