Everton Luis/Divulgação
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Aos 24 anos, surfista Ricardinho morre em Santa Catarina

Atleta levou três tiros no abdômen e no tórax, passou por quatro cirurgias no Hospital de São José e não resistiu aos ferimentos

O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2015 | 13h50

Atualizado às 14h55

Pouco tempo depois de ser submetido à quarta cirurgia, o surfista Ricardo do Santos, de 24 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Regional de São José, em Santa Catarina, nesta terça-feira. O atleta estava internado na Unidade de Terapia Intensiva desde segunda após levar três tiros ao discutir com um policial militar em frente a sua casa, na Guarda do Embaú, em Palhoça.

A confusão teve início quando o avô de Ricardinho solicitou que Luiz Paulo Mota Brentano, de 25 anos, retirasse o automóvel estacionado na porta da casa do atleta para dar sequência a uma reforma. O policial teria se negado a atender o pedido. Quando o surfista foi tirar satisfações sobre o desentendimento, levou três tiros no tórax e no abdômen. 

Ricardo do Santos passou por três procedimentos cirúrgicos na segunda-feira e ficou sob observação, em coma induzido. Na manhã desta terça, ele teve de ser submetido a mais uma operação para conter uma nova hemorragia. Em seguida, o surfista foi levado de volta para a UTI em estado gravíssimo e sofreu uma parada cardiorrespiratória. 

O policial militar Luiz Brentano foi preso em flagrante por tentativa de homicídio, junto de seu irmão de 17 anos, que também teria participado da ação. O profissional pertence ao 8.º Batalhão de Joinville e estava de folga. Ele alega legítima defesa em depoimento à Polícia Civil e afirma que efetuou os disparos após ser ameaçado. A polícia continua investigando o caso.

Natural da Guarda do Embaú, região da Grande Florianópolis, Ricardinho tem como principal vitória na carreira uma bateria do World Tour (WT) em Teahupoo, no Taiti, em 2012, quando superou uma das maiores lendas do esporte, o norte-americano Kelly Slater.

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