Aos 40, Ottey dispensa aposentadoria

Apesar de estar perto de completar 41 anos (faz aniversário em maio), a velocista jamaicana Merlene Ottey avisou que por enquanto nem pensa em se aposentar. ?Permaneci entre as seis melhores do mundo durante vinte anos e atualmente, ainda estou nessa posição. Portanto, desde que o esporte continue me dando prazer e eu possa manter o nível internacional, continuarei correndo?, afirmou a atleta, que já conquistou oito medalhas olímpicas (bronze nos 200 metros em Moscou/80, bronze nos 100 e 200 metros em Los Angeles/84, bronze nos 200 metros em Barcelona/92, bronze nos 4 x100 e prata tanto nos 100 quanto nos 200 metros em Atlanta/96, além da prata nos 4 x 100 em Sydney/2000). Em 99, um exame antidoping quase antecipa o final da carreira de Ottey. O resultado positivo detectou a presença de nandrolona em seu organismo, mas depois de ser suspensa preventivamente pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), ela foi absolvida por falta de provas pouco antes dos Jogos Olímpicos de Sydney, no ano passado. Mesmo assim, na Olimpíada na Austrália, ficou em 4º lugar nos 100 metros livres e ajudou a Jamaica a conquistar a prata no 4 x 100.Agora, livre da acusação de doping e mantendo os bons resultados, Merlene Ottey não faz planos para o futuro nas pistas. ?Quando for a hora de parar, meu corpo me dará o aviso e então, chegará a hora da aposentadoria?, explicou a jamaicana. Por enquanto, ela não esconde a satisfação que sente ao continuar vencendo, principalmente contra atletas da nova geração. ?É um privilégio poder, com a minha idade, ganhar de velocistas muito mais jovens e ser um exemplo para atletas de todas as idades. Uma das razões que me permitiram estar no nível atual foi que nunca sobrecarreguei o meu corpo?, disse.

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