Apagado, Santos amarga novo revés, agora em Goiânia

As estrelas Neymar e Ganso continuam em fase ruim e não ajudam a equipe a tentar melhorar desempenho no Nacional

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2011 | 00h00

O vistoso e plástico futebol santista tem se tornado coisa rara ultimamente. Assim como os resultados positivos. Na noite de ontem, o time não conseguiu furar o bloqueio adversário, abusou dos erros e foi derrotado por um dos candidatos ao rebaixamento no Brasileiro, o Atlético-GO, no Estádio Serra Dourada: 2 a 0.

Com 15 pontos, o Santos ainda ocupa uma posição perigosa na classificação do campeonato - está em 15.º, com a mesma pontuação do Grêmio, o primeiro da zona de descenso.

Ao menos ontem, o técnico Muricy Ramalho e a torcida não puderam reclamar que a equipe jogou sem Neymar e Paulo Henrique Ganso. Após amistoso da seleção brasileira na Alemanha, ele chegaram na manhã de sexta-feira, fizeram um rápido treino ontem e já foram escalados. Ganso mais uma vez decepcionou. Já Neymar, apesar de alguns bons dribles e outra arrancadas, também não obteve sucesso. E ainda reclamou da arbitragem.

Aos 30 minutos, o atacante caiu na área, após choque com Adriano. Sandro Meira Ricci, curiosamente o mesmo árbitro que processa o santista (no ano passado, Neymar o chamou de ladrão no Twitter por causa de um pênalti anotado contra seu time), nada deu e ainda mostrou o amarelo para o atleta, dizendo que ele simulou pênalti.

Desfalcado de Edu Dracena, Elano (suspensos) e Ibson (lesionado), o Santos teve dificuldades em armar as jogadas. Bem marcado, Neymar só teve uma boa chance no primeiro tempo, aproveitando-se de falha de Agenor. Na frente de Márcio, jogou a bola por cima do goleiro, mas o zagueiro conseguiu se recuperar e salvou o gol rival.

No intervalo, o discurso dos santistas era o mesmo e eles pareciam saber o segredo para conseguir buscar a vitória. "Temos de nos movimentar mais, para finalizar", pediu Arouca. "Tem de apertar um pouquinho mais pra ganhar o jogo", ensinou Muricy.

A declaração dos dois não foi a mesma do desempenho do time. O Atlético voltou mais perigoso para o segundo tempo e fez por merecer os três pontos.

O goleiro Rafael, que até então estava tranquilo, começou a trabalhar. Em menos de um minuto, fez duas boas defesas, em chutes de Thiaguinho e Thiago Feltri.

Mas foi só depois que os treinadores mudaram seus times que o zero saiu do placar. Muricy colocou Diogo, e no 1.º lance o atacante arriscou por cima. Já Jairo Araújo (interino, dará lugar a Hélio dos Anjos) optou por Diogo Campos, que no seu 1.º chute fez Rafael trabalhar. No 2.º, a bola bateu na zaga e sobrou para Anselmo, livre, fazer 1 a 0, aos 24.

A situação do Santos ainda piorou. Mesmo com o adversário mais fechado (trocou um atacante por um zagueiro, para defender o time e segurar o 1 a 0), conseguiu levar outro gol. Aos 34, Anselmo cruzou pela esquerda e Diogo Campos deixou o seu.

No fim, o Santos acertou duas bolas na trave: na cabeçada de Bruno Rodrigo e no arremate de Neymar. E Rafael ainda parou Anselmo outra vez, evitando a goleada do Atlético. O time saiu vaiado do Serra Dourada. "Torcedor é assim: em um dia vaia, no outro aplaude", disse Neymar, que também falou do placar. "O mérito foi do árbitro", criticou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.