Apagão em Goiás custa caro ao São Paulo

Com atuação pífia no 1º tempo, quando levou 4 gols, time reagiu na 2ª etapa mas não evitou a derrota por 4 a 3 para o Atlético-GO

Fernando Faro, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h02

O incrível apagão coletivo do primeiro tempo custou caro ao São Paulo. Após levar quatro gols na etapa inicial, o time reagiu, pressionou, mas não conseguiu evitar a derrota para o Atlético-GO por 4 a 3 no Serra Dourada em jogo emocionante, imprevisível e cheia de alternativas.

Havia a impressão de que a vitória sobre o Figueirense no fim de semana fosse inaugurar uma nova etapa na temporada, inclusive no discurso dos próprios jogadores. Mas a partir dos 16 minutos, quando Marino ganhou de cabeça do atrasado Toloi e contou com a ajuda de Denis para abrir o placar, o conto de fadas começou a ganhar ares de história de horror. Até então o time vinha repetindo a aplicação tática de Florianópolis e ia para cima, mas o gol pôs tudo no chão.

Os passes começaram a não sair, o ataque travou e a defesa, reforçada com três zagueiros, era uma mãe aos atacantes adversários, especialmente na bola aérea. Foi dessa forma que nasceram dois gols e inúmeras jogadas de perigo. Toloi, Rhodolfo e Edson Silva revezavam nos botes errados e falhas na marcação. Jadson e Maicon assistiam e Cortez e Douglas tentavam debilmente compensar a falta de inspiração dos demais.

A combinação de fatores negativos foi fatal e em 43 minutos o Atlético-GO massacrava por 4 a 1. A impressão era de que o Tricolor tomaria uma goleada impiedosa do então lanterna da competição, que só havia marcado oito gols, sofrido 22 e conquistado uma vitória na competição. Ao invés de tentar evitar um placar ainda mais dilatado, Ney Franco acreditou na vitória, sacou o esquema com três defensores e deu nova chance a Casemiro, que vinha sem espaço. O camisa 28, muitas vezes apontado como acomodado e firulento, deu nova dinâmica à equipe e lançou o time ao ataque. Rodrigo Caio, colocado no lugar de Douglas, ajudou a fechar o que vinha sendo uma avenida para os goianos.

As mudanças surtiram efeito e em 17 minutos a equipe marcou duas vezes. Os donos da casa se retraíram e tentaram usar o contra-ataque para liquidar a fatura. Em vão. O São Paulo seguiu em cima e martelou até o fim, mas não conseguiu buscar uma igualdade que, mesmo contra um dos piores times da competição, teria sabor de vitória devido às circunstâncias. Não deu; mas se o resultado não apareceu, ao menos o torcedor viu um time de fibra no segundo tempo. Não é o bastante, mas é uma evolução em relação àquele time que apenas s assistia aos adversários.

A equipe tenta agora a reação com dois jogos seguidos no Morumbi. O primeiro, contra o Flamengo, neste domingo, pode contar com um reforço de peso: Rogério Cetni, recuperado de lesão no ombro. Independentemente da presença do ídolo, o são-paulino tem motivos para acreditar em seus jogadores.

Gols: Marino, aos 16, Márcio, aos 25, Patric, aos 30, Ademilson, aos 41,

e Wesley, aos 43 do 1ºT; Jadson, aos 4,

e Rafael Toloi, aos 17 do 2ºT

ATLÉTICO-GO (4-4-2): Márcio; Marcos, Reniê, Gabriel e Eron; Marino (Dodó),

Joilson, Ernandes e Wesley; Ricardo

Bueno (Gustavo) e Patric (Diogo Campos).

Técnico: Jairo Araújo

SÃO PAULO (3-5-2): Denis; Rhodolfo, Rafael Toloi (Rafinha) e Edson Silva

(Casemiro); Douglas, Denilson,

Maicon, Jadson e Cortez;

Ademilson e Willian José.

Técnico: Ney Franco.

Juiz: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Cartões amarelos: Douglas, Eron,

Ademilson, Rafael Toloi.

Renda: R$ 182.965,00.

Público: 6.236 pagantes.

Local: Serra Dourada, em Goiânia

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